Enquanto em países como o Japão as perdas de água tratada não passam de 4,7%, no Brasil o volume do líquido desperdiçado após o tratamento atingiu o montante de 51 m³/s, ou 32 litros por habitante por dia, segundo dados do último relatório do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), do Ministério das Cidades, elaborado com base em dados de 2006. Considerando a tarifa média de água em 2006 (ano de referência do estudo) de R$ 1,78, o prejuízo chega a absurdos R$ 2,8 bilhões por ano, apenas com as chamadas perdas aparentes. Se consideradas as perdas reais (vazamentos na rede), esse prejuízo é superior a R$ 4 bilhões.
A conclusão é parte de um estudo do consultor do Banco Mundial e do Ministério das Cidades, engenheiro Airton Sampaio Gomes, denominado Balanço Hídrico do Brasil, elaborado com base nos dados do SNIS. O engenheiro é responsável pela coordenação técnica do Seminário Encontro das Águas – o Desafio do Combate às Perdas. O especialista considera esse debate de fundamental importância, especialmente agora, quando acontece em Stambul, na Turquia, o Fórum Mundial da Água, concentrando os olhos do mundo para a questão da água.
Organizado pela A Planeja & Informa Comunicação e Marketing, que atua há mais de 20 anos na área de saneamento e meio ambiente, o objetivo do encontro é reunir especialistas, consultores, universidades, fabricantes de materiais e equipamentos, prestadores de serviços de saneamento e operadoras de serviços de água públicas e privadas para discutir e apontar soluções para um dos maiores desafios para empresários, governo, ambientalistas e sociedade civil, de maneira geral: o desperdício de água, principalmente no processo de distribuição.
Problema é gestão
Para o engenheiro Airton Sampaio, o problema se resume numa palavra: gestão. Segundo ele, “todo ano se comemora numa única data o Dia Mundial da Água, mas durante 365 dias do ano se joga pelo ralo milhares e milhares de litros de água tratada. E as perdas não são apenas ambientais: se considerarmos as perdas reais (ou seja, vazamentos), o prejuízo no Brasil é muito maior: 130 m³/s – 3,82 vezes àquela disponibilizada para a cidade de São Paulo em 2006. Admitindo para elas R$ 1,00 / m³ como custo marginal da água, então as perdas reais atingiriam o montante financeiro de mais de 4,1 bilhões de reais por ano”, alerta.
De acordo com o estudo do especialista, se adotarmos como fato que 60% das perdas reais e aparentes são recuperáveis – em outras palavras, se reduzirmos as perdas aparentes para o patamar de 20 m³/s e as perdas reais para o patamar de 50 m³/s - o ganho para o país poderia chegar ao montante de 4 bilhões de reais por ano. “Este é um número avassalador, se considerarmos que a demanda anual de investimentos em água e esgotos no país é avaliada como sendo ao redor de 10 bilhões de reais por ano para atingirmos a universalização por volta de 2025”, conclui.
Fonte: Saneamentoweb
A Educação Ambiental e a informação como instrumentos de proteção e Desenvolvimento Sustentável
sexta-feira, 1 de maio de 2009
sábado, 28 de março de 2009
Água: bairro nobre de Brasília é recordista mundial de desperdício
Por Alana Gandra, da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O Brasil detém o recorde de desperdício de água por habitante no mundo. Ele foi detectado no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, onde o gasto médio diário por pessoa é de mil litros. Enquanto isso, em países da África, como a Namíbia, por exemplo, as pessoas têm menos de um litro de água por dia. As informações são do engenheiro Paulo Costa, especialista em programas de racionalização do uso de água.
Ainda de acordo com Costa, da consultoria paulista H2C, que já desenvolveu mais mil projetos em empresas, hospitais e condomínios comerciais e residenciais, o consumo diário médio de água por pessoa nos grandes centros urbanos brasileiros oscila entre 250 a 400 litros do recurso natural. O volume é mais que o dobro do considerado ideal pela Organização das Nações Unidas (ONU) fixado em 110 litros/dia.
Segundo ele, só cinco países no mundo apresentam um nível de consumo de água per capita previsto pela ONU: Alemanha, Bélgica, República Tcheca, Hungria e Portugal.
Em entrevista à Agência Brasil, o especialista explicou que os resultados alcançados por esses países são fruto da conjugação de tecnologia com informação, educação ambiental e reeducação da população adulta. Esse caminho, assinalou, também deve ser seguido pelo Brasil para reverter o alto nível de desperdício de água.
Em primeiro lugar, ele destacou a necessidade de os brasileiros adotarem uma nova postura diante do consumo de água. “Isso diz respeito à reeducação ambiental, que deve ser difundida entre os adultos”.
Costa defende ainda a introdução da disciplina de educação ambiental nos currículos das escolas de ensino fundamental para fazer com que as crianças recebam noções sobre o consumo racional de água. “Isso possibilita uma vantagem em termos de atitude em relação ao consumo”.
Para reduzir o desperdício, o especialista lembrou uma série de dicas, como os banhos mais curtos, uma vez que o chuveiro responde por 46% do consumo de água dentro de uma casa. Ele recomendou também que, ao fazer a limpeza de utensílios de cozinha, deve-se usar pouca água e muito sabão e bucha, lembrando que as torneiras e misturadores respondem por 14% do consumo domiciliar. Outra dica é escovar os dentes com a torneira fechada.“São cuidados básicos em relação ao que nós já temos quanto ao consumo.”.
Costa criticou a preocupação geral da sociedade e dos governos com a ampliação da produção de água, em vez de buscar reduzir o consumo. “O que tínhamos de água disponível em 1950 é o mesmo que temos hoje, mas temos alguns bilhões a mais de seres humanos. Então, se não pensarmos em controlar a demanda, estamos completamente errados, porque o trabalho que as concessionárias de água e a população vêm fazendo é de apressar o término dos estoques. A água é a mesma, precisamos é controlar a forma como usá-la”, defendeu.
Dados da ONU apontam que mais de 4 bilhões de pessoas vão ter problemas com escassez de água em 2050.
Segundo o engenheiro, existe tecnologia de sobra no Brasil para gerir a demanda da água, que é um bem finito, não renovável e tem um custo elevado de tratamento. “É a atitude que nos falta”, afirmou.
De acordo com Costa, a conjugação de tecnologia e educação ambiental pode levar condomínios residenciais a terem 30% a 40% de economia por mês em seus gastos com água. Já nos condomínios comerciais, empresas e indústrias, a redução do gasto mensal com água pode chegar a 60%. “Ou seja, o que vemos como despesa no balanço de uma empresa pode se transformar em receita, por meio da adoção de programas de racionalização de consumo de água”, disse o engenheiro.
(Envolverde/Agência Brasil)
Rio de Janeiro - O Brasil detém o recorde de desperdício de água por habitante no mundo. Ele foi detectado no Lago Sul, bairro nobre de Brasília, onde o gasto médio diário por pessoa é de mil litros. Enquanto isso, em países da África, como a Namíbia, por exemplo, as pessoas têm menos de um litro de água por dia. As informações são do engenheiro Paulo Costa, especialista em programas de racionalização do uso de água.
Ainda de acordo com Costa, da consultoria paulista H2C, que já desenvolveu mais mil projetos em empresas, hospitais e condomínios comerciais e residenciais, o consumo diário médio de água por pessoa nos grandes centros urbanos brasileiros oscila entre 250 a 400 litros do recurso natural. O volume é mais que o dobro do considerado ideal pela Organização das Nações Unidas (ONU) fixado em 110 litros/dia.
Segundo ele, só cinco países no mundo apresentam um nível de consumo de água per capita previsto pela ONU: Alemanha, Bélgica, República Tcheca, Hungria e Portugal.
Em entrevista à Agência Brasil, o especialista explicou que os resultados alcançados por esses países são fruto da conjugação de tecnologia com informação, educação ambiental e reeducação da população adulta. Esse caminho, assinalou, também deve ser seguido pelo Brasil para reverter o alto nível de desperdício de água.
Em primeiro lugar, ele destacou a necessidade de os brasileiros adotarem uma nova postura diante do consumo de água. “Isso diz respeito à reeducação ambiental, que deve ser difundida entre os adultos”.
Costa defende ainda a introdução da disciplina de educação ambiental nos currículos das escolas de ensino fundamental para fazer com que as crianças recebam noções sobre o consumo racional de água. “Isso possibilita uma vantagem em termos de atitude em relação ao consumo”.
Para reduzir o desperdício, o especialista lembrou uma série de dicas, como os banhos mais curtos, uma vez que o chuveiro responde por 46% do consumo de água dentro de uma casa. Ele recomendou também que, ao fazer a limpeza de utensílios de cozinha, deve-se usar pouca água e muito sabão e bucha, lembrando que as torneiras e misturadores respondem por 14% do consumo domiciliar. Outra dica é escovar os dentes com a torneira fechada.“São cuidados básicos em relação ao que nós já temos quanto ao consumo.”.
Costa criticou a preocupação geral da sociedade e dos governos com a ampliação da produção de água, em vez de buscar reduzir o consumo. “O que tínhamos de água disponível em 1950 é o mesmo que temos hoje, mas temos alguns bilhões a mais de seres humanos. Então, se não pensarmos em controlar a demanda, estamos completamente errados, porque o trabalho que as concessionárias de água e a população vêm fazendo é de apressar o término dos estoques. A água é a mesma, precisamos é controlar a forma como usá-la”, defendeu.
Dados da ONU apontam que mais de 4 bilhões de pessoas vão ter problemas com escassez de água em 2050.
Segundo o engenheiro, existe tecnologia de sobra no Brasil para gerir a demanda da água, que é um bem finito, não renovável e tem um custo elevado de tratamento. “É a atitude que nos falta”, afirmou.
De acordo com Costa, a conjugação de tecnologia e educação ambiental pode levar condomínios residenciais a terem 30% a 40% de economia por mês em seus gastos com água. Já nos condomínios comerciais, empresas e indústrias, a redução do gasto mensal com água pode chegar a 60%. “Ou seja, o que vemos como despesa no balanço de uma empresa pode se transformar em receita, por meio da adoção de programas de racionalização de consumo de água”, disse o engenheiro.
(Envolverde/Agência Brasil)
Relatório inédito mostra situação da água no Brasil
Por Chico Araújo, da Agência Amazônia
Amazônia tem situação confortável, mas o mau uso da água é preocupante.
Um panorama completo da situação da água no Brasil será conhecido nesta quinta-feira, 26, durante a reunião extraordinária do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), em Brasília, por meio de um relatório inédito da conjuntura dos recursos hídricos do País. A publicação traz informações acerca da quantidade e da qualidade das águas brasileiras e a situação desses recursos até 2007. O documento foi preparado pela Agência Nacional de Águas (ANA).
O relatório informa que 88% dos rios das bacias Amazônia, do Paraguai, do Tocantins-Araguaia e Atlântico Nordeste Ocidental apresentam situação confortável nos quesitos demanda e disponibilidade. Esse mesmo quadro, no entanto, não é observado na região Atlântico Nordeste Oriental. Ali 91% dos principais rios estão enquadrados como “muito críticos”, “críticos” ou “preocupantes”.
Dos 5.564 municípios brasileiros, 788 (14%) tiveram decretada situação de emergência devido a estiagem ou seca em 2007, e outros 176 (3%), enfrentaram situação de emergência devido a enchentes, inundação ou alagamentos. O relatório traz informações sobre o Índice de Qualidade da Água (IQA) em 2006. Observa-se uma condição ótima em 9% dos pontos monitorados, boa em 70%, razoável em 14%, ruim em 5%, e péssima em 2%;
Com relação à assimilação de carga orgânica, as principais áreas críticas se localizam nas bacias do Nordeste, rios Tietê e Piracicaba (São Paulo), rio das Velhas e rio Verde Grande (Minas Gerais), rio Iguaçu (Paraná), rio Meia Ponte (Goiás), rio dos Sinos (Rio Grande do Sul) e rio Anhanduí (Mato Grosso do Sul).
A publicação, cuja atualização será anual, é fruto de parceria com órgãos gestores estaduais, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), o Ministério das Cidades, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Secretaria de Recursos Hídricos, entre outros. A partir da semana que vem, o relatório estará disponível no site da agência.
Segundo o diretor-presidente da ANA, José Machado, o relatório de conjuntura é um apanhado geral da situação dos recursos hídricos e de sua gestão. “A publicação sistemática e periódica desse produto é de extrema importância para avaliação da situação dos recursos hídricos em escala nacional e do grau de implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos”, afirma Machado.
A edição que está sendo lança traz dados e informações sobre precipitação, disponibilidade de águas superficiais e subterrâneas, eventos críticos, principais demandas, qualidade da água, setores usuários, usos consuntivos (saneamento ambiental e irrigação), usos que não consomem água (hidroenergia e navegação), evolução de aspectos legais e institucionais, recursos e aplicação financeira do setor, entre outras informações.
Usos da água
Destacam-se no relatório o uso da água em três áreas estratégicas: geração de energia, navegação e irrigação. No item energia, o documento mostra crescimento de 4% na capacidade de produção de energia elétrica instalada entre os anos de 2006 e 2007. Destaca ainda que o aproveitamento do potencial hidroelétrico até o final de 2007 levou à instalação de 76.757,2 MW dessa fonte de energia, aí incluindo as PCHs e as centrais hidrelétricas.
Os dados da navegação indicam, por sua vez, que o Brasil possui 28.834 Km navegáveis. Dessa extensão total, somente cerca de 8.500 km são efetivamente navegáveis durante todo o ano. Desses, cerca de 5.000 km estão na bacia Amazônica.
Com relação à irrigação, os números indicam que a área irrigada em todo o País é de 4,6 milhões de hectares. O censo do IBGE (1996) apontava 3,1 milhões de hectares. Significa dizer que, em uma década, a irrigação cresceu quase 50% — uma taxa de cerca de 150 mil hectares por ano. O Brasil está em 16º lugar no ranking mundial, detendo pouco mais de 1% da área total irrigada no mundo, que é de 277 milhões de hectares (2002).
Em 2007, a arrecadação por meio da cobrança pelo uso da água e das compensações financeiras referentes à produção de eletricidade, inclusive da energia gerada por Itaipu Binacional, somou R$ 171 milhões em 2007. A LOA alocou aos diversos ministérios que aplicam recursos financeiros no setor de recursos hídricos e áreas afins cerca de R$ 7,7 bilhões.
(Envolverde/Agência Amazônia)
Amazônia tem situação confortável, mas o mau uso da água é preocupante.
Um panorama completo da situação da água no Brasil será conhecido nesta quinta-feira, 26, durante a reunião extraordinária do Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH), em Brasília, por meio de um relatório inédito da conjuntura dos recursos hídricos do País. A publicação traz informações acerca da quantidade e da qualidade das águas brasileiras e a situação desses recursos até 2007. O documento foi preparado pela Agência Nacional de Águas (ANA).
O relatório informa que 88% dos rios das bacias Amazônia, do Paraguai, do Tocantins-Araguaia e Atlântico Nordeste Ocidental apresentam situação confortável nos quesitos demanda e disponibilidade. Esse mesmo quadro, no entanto, não é observado na região Atlântico Nordeste Oriental. Ali 91% dos principais rios estão enquadrados como “muito críticos”, “críticos” ou “preocupantes”.
Dos 5.564 municípios brasileiros, 788 (14%) tiveram decretada situação de emergência devido a estiagem ou seca em 2007, e outros 176 (3%), enfrentaram situação de emergência devido a enchentes, inundação ou alagamentos. O relatório traz informações sobre o Índice de Qualidade da Água (IQA) em 2006. Observa-se uma condição ótima em 9% dos pontos monitorados, boa em 70%, razoável em 14%, ruim em 5%, e péssima em 2%;
Com relação à assimilação de carga orgânica, as principais áreas críticas se localizam nas bacias do Nordeste, rios Tietê e Piracicaba (São Paulo), rio das Velhas e rio Verde Grande (Minas Gerais), rio Iguaçu (Paraná), rio Meia Ponte (Goiás), rio dos Sinos (Rio Grande do Sul) e rio Anhanduí (Mato Grosso do Sul).
A publicação, cuja atualização será anual, é fruto de parceria com órgãos gestores estaduais, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Departamento Nacional de Obras contra as Secas (Dnocs), o Ministério das Cidades, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Secretaria de Recursos Hídricos, entre outros. A partir da semana que vem, o relatório estará disponível no site da agência.
Segundo o diretor-presidente da ANA, José Machado, o relatório de conjuntura é um apanhado geral da situação dos recursos hídricos e de sua gestão. “A publicação sistemática e periódica desse produto é de extrema importância para avaliação da situação dos recursos hídricos em escala nacional e do grau de implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos”, afirma Machado.
A edição que está sendo lança traz dados e informações sobre precipitação, disponibilidade de águas superficiais e subterrâneas, eventos críticos, principais demandas, qualidade da água, setores usuários, usos consuntivos (saneamento ambiental e irrigação), usos que não consomem água (hidroenergia e navegação), evolução de aspectos legais e institucionais, recursos e aplicação financeira do setor, entre outras informações.
Usos da água
Destacam-se no relatório o uso da água em três áreas estratégicas: geração de energia, navegação e irrigação. No item energia, o documento mostra crescimento de 4% na capacidade de produção de energia elétrica instalada entre os anos de 2006 e 2007. Destaca ainda que o aproveitamento do potencial hidroelétrico até o final de 2007 levou à instalação de 76.757,2 MW dessa fonte de energia, aí incluindo as PCHs e as centrais hidrelétricas.
Os dados da navegação indicam, por sua vez, que o Brasil possui 28.834 Km navegáveis. Dessa extensão total, somente cerca de 8.500 km são efetivamente navegáveis durante todo o ano. Desses, cerca de 5.000 km estão na bacia Amazônica.
Com relação à irrigação, os números indicam que a área irrigada em todo o País é de 4,6 milhões de hectares. O censo do IBGE (1996) apontava 3,1 milhões de hectares. Significa dizer que, em uma década, a irrigação cresceu quase 50% — uma taxa de cerca de 150 mil hectares por ano. O Brasil está em 16º lugar no ranking mundial, detendo pouco mais de 1% da área total irrigada no mundo, que é de 277 milhões de hectares (2002).
Em 2007, a arrecadação por meio da cobrança pelo uso da água e das compensações financeiras referentes à produção de eletricidade, inclusive da energia gerada por Itaipu Binacional, somou R$ 171 milhões em 2007. A LOA alocou aos diversos ministérios que aplicam recursos financeiros no setor de recursos hídricos e áreas afins cerca de R$ 7,7 bilhões.
(Envolverde/Agência Amazônia)
domingo, 1 de março de 2009
Relatório comprova que lençol freático foi afetado pelo lixão
Edilson Almeida
Redação 24 Horas News
O lençol freático de Cuiabá foi afetado pelas atividades irregulares do Aterro Sanitário de Cuiabá, na verdade, do lixão. Parecer técnico elaborado pela Superintendência de Infra-Estrutura, Mineração, Indústria e Serviços da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, em 18 de abril de 2008, mostra que os alertas emitidos em vários documentos foram em vão. Tanto para a Prefeitura quanto para a Qualix Serviços Ambientais, empresa responsável pela coleta e tratamento do lixo. A empresa nunca investiu o combinado no aterro.
O relatório de inspeção informa que as análises de água dos poços de monitoramento identificaram a presença de compostos orgânicos e inorgânicos na totalidade das amostras e que houve mudança nos métodos empregados na detecção de algumas variáveis, tornando inviável a sua comparação com resultados anteriores.
“A lagoa anaeróbia, componente do sistema de tratamento de chorume do aterro sanitário, encontra-se desprovida de impermeabilização” – frisou o documento, apresentado ainda no ano passado. Ele destaca ainda a falta de impermeabilização da base de fundo das Fases 1ª e 2ª do aterro sanitário pode estar relacionada com a contaminação detectada no lençol freático. “O metarenito e as fraturas de quartzo existentes no local podem facilitar a migração do chorume que percola das duas citadas fases do aterro sanitário” - observou.
Com a análise técnica realizada no local, o parecer também determinou que a Prefeitura Municipal de Cuiabá deveria num prazo máximo de 15 dias contados da data de recebimento do parecer apresentar uma proposta de Recuperação da Área Degradada (PRAD) pelo Aterro Sanitário, onde, dentre outras coisas, doss informado como procederá para estancar a fonte de contaminação bem como recuperar o lençol freático atingido pela contaminação. “Diante destes fatos, é inegável concluir o gravíssimo crime ambiental em que ocorreu a municipalidade, onde pelas informações colhidas constatou-se que até a presente data nenhuma providência foi tomada pelo Poder Público Municipal” – diz o presidente da CPI, Francisco Vuolo.
Redação 24 Horas News
O lençol freático de Cuiabá foi afetado pelas atividades irregulares do Aterro Sanitário de Cuiabá, na verdade, do lixão. Parecer técnico elaborado pela Superintendência de Infra-Estrutura, Mineração, Indústria e Serviços da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, em 18 de abril de 2008, mostra que os alertas emitidos em vários documentos foram em vão. Tanto para a Prefeitura quanto para a Qualix Serviços Ambientais, empresa responsável pela coleta e tratamento do lixo. A empresa nunca investiu o combinado no aterro.
O relatório de inspeção informa que as análises de água dos poços de monitoramento identificaram a presença de compostos orgânicos e inorgânicos na totalidade das amostras e que houve mudança nos métodos empregados na detecção de algumas variáveis, tornando inviável a sua comparação com resultados anteriores.
“A lagoa anaeróbia, componente do sistema de tratamento de chorume do aterro sanitário, encontra-se desprovida de impermeabilização” – frisou o documento, apresentado ainda no ano passado. Ele destaca ainda a falta de impermeabilização da base de fundo das Fases 1ª e 2ª do aterro sanitário pode estar relacionada com a contaminação detectada no lençol freático. “O metarenito e as fraturas de quartzo existentes no local podem facilitar a migração do chorume que percola das duas citadas fases do aterro sanitário” - observou.
Com a análise técnica realizada no local, o parecer também determinou que a Prefeitura Municipal de Cuiabá deveria num prazo máximo de 15 dias contados da data de recebimento do parecer apresentar uma proposta de Recuperação da Área Degradada (PRAD) pelo Aterro Sanitário, onde, dentre outras coisas, doss informado como procederá para estancar a fonte de contaminação bem como recuperar o lençol freático atingido pela contaminação. “Diante destes fatos, é inegável concluir o gravíssimo crime ambiental em que ocorreu a municipalidade, onde pelas informações colhidas constatou-se que até a presente data nenhuma providência foi tomada pelo Poder Público Municipal” – diz o presidente da CPI, Francisco Vuolo.
SERÁ COBRADA TAXA PELO USO DAS ÁGUAS DO RIO SÃO FRANCISCO PARA AGRICULTURA
À procura de recursos para estruturar ações de despoluição e com o objetivo de fomentar o uso mais racional de seus recursos naturais, o comitê da bacia hidrográfica do São Francisco está em fase final de discussões para implementar a cobrança pelo uso da água do lendário rio que cruza o sertão nordestino. Os valores da cobrança já foram definidos, em conjunto com a Agência Nacional de Águas (ANA), e são muito próximos das outras duas bacias que criaram taxas para a captação da água: Paraíba do Sul e Piracicaba, Capivari, Jundiaí (PCJ) - ambas no Sudeste.
A Agência acredita que a cobrança começará ainda neste ano, mas pequenas divergências entre governos estaduais e demandas da agricultura irrigada podem adiar a implementação para 2010. No ano passado, a arrecadação com a taxa nas duas bacias do Sudeste atingiu R$ 24,6 milhões. Prevista na lei 9.433, de 1997 (a chamada Lei das Águas), a ideia de cobrar pelo uso dos recursos hídricos baseia-se na deterioração da qualidade e até da quantidade de água nos rios, dando a ela um valor econômico.
Parte dos recursos levantados com a cobrança tem financiado a construção de estações de tratamento de esgoto, além de programas de controle de enchentes e ações de planejamento integrado de zonas urbanas. Benedito Braga, diretor da ANA, frisa que esse dinheiro é suplementar e o objetivo da cobrança não é resolver todos os problemas de saneamento de uma bacia, mas incentivar o usuário a fazer bom uso dos recursos hídricos por meio de um instrumento econômico.
Mesmo assim, Braga entende que os valores cobrados até agora são baixos e há espaço para aumentá-los. A avaliação da agência é de que precisamos coletar mais recursos por meio da cobrança, sem naturalmente inviabilizar o sistema produtivo, diz.
No São Francisco, as três modalidades de cobrança já tiveram seus valores definidos. Na captação de água bruta (sem tratamento), a taxa será de R$ 0,01 por cada metro cúbico (mil litros) de água. No consumo (parcela da água captada que não retorna ao rio), a taxa sobe para R$ 0,02 por m3. E chegará a R$ 0,07 no caso do lançamento de efluentes (dejetos ou água contaminada), por quilo de carga orgânica.
Muitas indústrias e companhias de saneamento despejam parte ou todos os efluentes diretamente no rio por falta de tratamento adequado do esgoto - isso ocorre até mesmo na região metropolitana de São Paulo, com municípios que jogam água não-tratada no rio Tietê. Assim, quanto maior for a carga orgânica da água devolvida ao rio, maior a cobrança.
Esses preços deverão valer para indústrias e companhias de saneamento. Por causa do alto consumo de recursos hídricos, o setor agropecuário na bacia do São Francisco será beneficiado com um redutor da taxa. Pagará 2,5% dos valores fixados para cada m3 de água - ou 40 vezes menos que os demais usuários. Segundo a ANA, o percentual foi definido em consenso com outros setores e segue o modelo adotado inicialmente no rio Paraíba do Sul.
Mas agricultores locais, especialmente aqueles que usam o sistema de irrigação em suas lavouras, ainda demonstram insatisfação com as fórmulas de cobrança. O diretor da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), João Lopes Araújo, afirma que o setor só aceita a cobrança mediante a aplicação de um índice de aridez para, na prática, reduzir os desembolsos.
A associação pleiteia isenção total para ribeirinhos e pequenos agricultores que captem até 280 mil litros de água por dia, além de atenuar a cobrança para quem precisa de muita irrigação para produzir. O argumento é de que, sem essa flexibilização, pode haver aumento excessivo de custos. A aplicação do índice de aridez reduziria em cerca de 20% o pagamento dos irrigantes, segundo a Aiba. A ANA reluta muito, mas já viu que não tem como fugir isso, observa Lopes Araújo.
O índice proposto pela entidade baseia-se no fato de que em Estados como Bahia e Pernambuco, onde a irrigação é mais intensa devido ao rigor do período seco, os agricultores devem pagar menos pela água utilizada do que em outros Estados da bacia do São Francisco, como Alagoas e Minas Gerais, onde chove bem mais. O próprio Lopes Araújo diz que precisa irrigar 20 horas por dia, no período crítico de seca, sua plantação de café, que tem cem hectares. Para tanto, chega a usar 4 milhões de litros por dia - o que tornaria o pagamento muito pesado se não houver uma redução, argumenta o agricultor.
Para a ANA, é possível levar o assunto à pauta do Conselho Nacional de Recursos Hídricos, instância que define a cobrança em caráter final, até julho. Mas ainda é preciso contornar um problema entre os seis Estados (mais o Distrito Federal) que formam o comitê do São Francisco. A praxe, na cobrança pelo uso da água, é que ela seja feita por uma agência executiva - específica para o rio e subordinada ao comitê da bacia - criada justamente com essa finalidade. Mas os mineiros já têm sua própria agência estadual, que cuida do rio das Velhas, e querem aproveitá-la no caso do São Francisco - ideia com pouca receptividade de outros Estados.
A experiência da cobrança é considera bem-sucedida pela ANA. Na bacia do PCJ, a inadimplência é de apenas 4%. De cada R$ 100 arrecadados, R$ 80 têm sido aplicados em estações de tratamento de esgoto. A esperança é que no São Francisco se reproduzam exemplos como o da Basf, em Guaratinguetá (SP), que nos últimos anos reduziu em 78% o consumo de água do rio Paraíba do Sul por tonelada produzida.
Apesar dos bons prognósticos, Braga lembra que a receita com a cobrança ainda é baixa e não se devem esperar grandes resultados no curto prazo. O primeiro salmão no Tâmisa só reapareceu depois de 50 anos de investimentos maciços que o governo britânico fez em seus rios, afirma o diretor da ANA.
Fonte: FAXAJU
A Agência acredita que a cobrança começará ainda neste ano, mas pequenas divergências entre governos estaduais e demandas da agricultura irrigada podem adiar a implementação para 2010. No ano passado, a arrecadação com a taxa nas duas bacias do Sudeste atingiu R$ 24,6 milhões. Prevista na lei 9.433, de 1997 (a chamada Lei das Águas), a ideia de cobrar pelo uso dos recursos hídricos baseia-se na deterioração da qualidade e até da quantidade de água nos rios, dando a ela um valor econômico.
Parte dos recursos levantados com a cobrança tem financiado a construção de estações de tratamento de esgoto, além de programas de controle de enchentes e ações de planejamento integrado de zonas urbanas. Benedito Braga, diretor da ANA, frisa que esse dinheiro é suplementar e o objetivo da cobrança não é resolver todos os problemas de saneamento de uma bacia, mas incentivar o usuário a fazer bom uso dos recursos hídricos por meio de um instrumento econômico.
Mesmo assim, Braga entende que os valores cobrados até agora são baixos e há espaço para aumentá-los. A avaliação da agência é de que precisamos coletar mais recursos por meio da cobrança, sem naturalmente inviabilizar o sistema produtivo, diz.
No São Francisco, as três modalidades de cobrança já tiveram seus valores definidos. Na captação de água bruta (sem tratamento), a taxa será de R$ 0,01 por cada metro cúbico (mil litros) de água. No consumo (parcela da água captada que não retorna ao rio), a taxa sobe para R$ 0,02 por m3. E chegará a R$ 0,07 no caso do lançamento de efluentes (dejetos ou água contaminada), por quilo de carga orgânica.
Muitas indústrias e companhias de saneamento despejam parte ou todos os efluentes diretamente no rio por falta de tratamento adequado do esgoto - isso ocorre até mesmo na região metropolitana de São Paulo, com municípios que jogam água não-tratada no rio Tietê. Assim, quanto maior for a carga orgânica da água devolvida ao rio, maior a cobrança.
Esses preços deverão valer para indústrias e companhias de saneamento. Por causa do alto consumo de recursos hídricos, o setor agropecuário na bacia do São Francisco será beneficiado com um redutor da taxa. Pagará 2,5% dos valores fixados para cada m3 de água - ou 40 vezes menos que os demais usuários. Segundo a ANA, o percentual foi definido em consenso com outros setores e segue o modelo adotado inicialmente no rio Paraíba do Sul.
Mas agricultores locais, especialmente aqueles que usam o sistema de irrigação em suas lavouras, ainda demonstram insatisfação com as fórmulas de cobrança. O diretor da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), João Lopes Araújo, afirma que o setor só aceita a cobrança mediante a aplicação de um índice de aridez para, na prática, reduzir os desembolsos.
A associação pleiteia isenção total para ribeirinhos e pequenos agricultores que captem até 280 mil litros de água por dia, além de atenuar a cobrança para quem precisa de muita irrigação para produzir. O argumento é de que, sem essa flexibilização, pode haver aumento excessivo de custos. A aplicação do índice de aridez reduziria em cerca de 20% o pagamento dos irrigantes, segundo a Aiba. A ANA reluta muito, mas já viu que não tem como fugir isso, observa Lopes Araújo.
O índice proposto pela entidade baseia-se no fato de que em Estados como Bahia e Pernambuco, onde a irrigação é mais intensa devido ao rigor do período seco, os agricultores devem pagar menos pela água utilizada do que em outros Estados da bacia do São Francisco, como Alagoas e Minas Gerais, onde chove bem mais. O próprio Lopes Araújo diz que precisa irrigar 20 horas por dia, no período crítico de seca, sua plantação de café, que tem cem hectares. Para tanto, chega a usar 4 milhões de litros por dia - o que tornaria o pagamento muito pesado se não houver uma redução, argumenta o agricultor.
Para a ANA, é possível levar o assunto à pauta do Conselho Nacional de Recursos Hídricos, instância que define a cobrança em caráter final, até julho. Mas ainda é preciso contornar um problema entre os seis Estados (mais o Distrito Federal) que formam o comitê do São Francisco. A praxe, na cobrança pelo uso da água, é que ela seja feita por uma agência executiva - específica para o rio e subordinada ao comitê da bacia - criada justamente com essa finalidade. Mas os mineiros já têm sua própria agência estadual, que cuida do rio das Velhas, e querem aproveitá-la no caso do São Francisco - ideia com pouca receptividade de outros Estados.
A experiência da cobrança é considera bem-sucedida pela ANA. Na bacia do PCJ, a inadimplência é de apenas 4%. De cada R$ 100 arrecadados, R$ 80 têm sido aplicados em estações de tratamento de esgoto. A esperança é que no São Francisco se reproduzam exemplos como o da Basf, em Guaratinguetá (SP), que nos últimos anos reduziu em 78% o consumo de água do rio Paraíba do Sul por tonelada produzida.
Apesar dos bons prognósticos, Braga lembra que a receita com a cobrança ainda é baixa e não se devem esperar grandes resultados no curto prazo. O primeiro salmão no Tâmisa só reapareceu depois de 50 anos de investimentos maciços que o governo britânico fez em seus rios, afirma o diretor da ANA.
Fonte: FAXAJU
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Filadélfia ganha US 2 milhões para testar sistema de segurança da água
Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos liberou US$ 2 milhões em recursos para ajudar a cidade da Filadélfia a prevenir risco de contaminação intencional de sua água potável. O total disponível para auxiliar a cidade para este projeto pode ultrapassar os US$ 9,5 milhões, previstos pelo orçamento da EPA para os próximos três anos.
Os recursos vão possibilitar ao Departamento de Água da Filadélfia a desenvolver um programa piloto de monitoramento e fiscalização como parte de um sistema de alarme.
"A Filadélfia selecionou este piloto por causa de seu programa de proteção da qualidade da água e seu compromisso de implantar um complexo sistema para aumentar a segurança da água," disse William T. Wisniewski, gerente da EPA para a região do Médio Atlântico.
O projeto, chamado Iniciativa de Água Segura, deverá servir de modelo para todas as instalações de suprimento de água potável do país. . Programas similares para as cidades de New York, San Francisco e Dallas também receberam recursos da EPA.
O sistema de alarme de contaminação que está sendo desenvolvido e testado na Filadélfia envolve o monitoramento online em tempo real da água potável, fiscalização da saúde pública, instalações e equipamentos laboratoriais, incremento do monitoramento de segurança e fiscalização sobre o serviço de atendimento ao cliente.
A coordenação é fundamental para detectar e responder efetivamente a um incidente de contaminação. Para assegura um efetivo sistema de notificação e resposta o Departamento de Água da Filadélfia vai trabalhar estreitamento em colaboração com outros organismos e agências governamentais da cidade, incluindo o Departamento de Saúde Pública da Filadélfia, a Defesa Civil e o Departamento de Proteção Ambiental da Pensilvânia.
Os 2.000 empregados do Departamento de Água da Filadélfia são responsáveis pela qualidade da água fornecida a 1.6 milhão de usuários que moram ou trabalham na Cidade de Filadélfia.
Fonte: Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos.
Os recursos vão possibilitar ao Departamento de Água da Filadélfia a desenvolver um programa piloto de monitoramento e fiscalização como parte de um sistema de alarme.
"A Filadélfia selecionou este piloto por causa de seu programa de proteção da qualidade da água e seu compromisso de implantar um complexo sistema para aumentar a segurança da água," disse William T. Wisniewski, gerente da EPA para a região do Médio Atlântico.
O projeto, chamado Iniciativa de Água Segura, deverá servir de modelo para todas as instalações de suprimento de água potável do país. . Programas similares para as cidades de New York, San Francisco e Dallas também receberam recursos da EPA.
O sistema de alarme de contaminação que está sendo desenvolvido e testado na Filadélfia envolve o monitoramento online em tempo real da água potável, fiscalização da saúde pública, instalações e equipamentos laboratoriais, incremento do monitoramento de segurança e fiscalização sobre o serviço de atendimento ao cliente.
A coordenação é fundamental para detectar e responder efetivamente a um incidente de contaminação. Para assegura um efetivo sistema de notificação e resposta o Departamento de Água da Filadélfia vai trabalhar estreitamento em colaboração com outros organismos e agências governamentais da cidade, incluindo o Departamento de Saúde Pública da Filadélfia, a Defesa Civil e o Departamento de Proteção Ambiental da Pensilvânia.
Os 2.000 empregados do Departamento de Água da Filadélfia são responsáveis pela qualidade da água fornecida a 1.6 milhão de usuários que moram ou trabalham na Cidade de Filadélfia.
Fonte: Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Usina vai beneficiar resíduos de obras
Texto: Márcia Pacheco
Entulho de construção, resto de comida e lixo industrial: com uma máquina criada por um engenheiro mecânico sergipano, tudo isso vai virar carvão. Trata-se da primeira Indústria de Beneficiamento de Resíduos do Brasil, que será instalada em Sergipe. A atividade da indústria pode contribuir para acabar com dois problemas graves de uma vez só. Com o processamento do lixo, acaba a necessidade de criação de aterros sanitários e o resíduo da construção civil, o entulho, vai ser tirado das ruas e vai ter destino certo.
Há aproximadamente três anos, o engenheiro mecânico Railton Lima foi contratado por uma empresa de Minas Gerais para desenvolver um Forno de Carbonização, destinado a atender o setor de siderurgia. “De lá para cá, pesquisas vinham sendo feitas até que, por acaso, chegamos a esse ponto, que é o processamento dos resíduos de construção até resíduos urbanos”, conta Lima. Com a Indústria de Beneficiamento de Resíduo, tudo que hoje é considerado lixo pode ser transformado carvão vegetal e em outros produtos, que voltam para o público consumidor de maneira rentável.
Toda linha de produção desse processo envolve duas patentes: a primeira é o protótipo desenvolvido para aproveitamento de gases das indústrias – na qual coleta-se os poluentes emitidos na carbonização – e a segunda é um equipamento chamado briquetadeira. “Com essas duas patentes, chegou-se ao equipamento de beneficiamento de 100% dos resíduos, desde urbanos, a resíduos da construção civil”, diz o engenheiro. “O carvão pode ser utilizado nas fornalhas das indústrias, ou até mesmo no churrasquinho em casa”, acrescenta.
Segundo Lima, a indústria, que ainda está em fase final de projeto, será a primeira usina do planeta a beneficiar 100% dos resíduos. “Aproveitamos todo o resíduo. Para nós que fizemos o projeto, não vai existir aterro se houver esse equipamento. Aterro vira coisa do passado”, explica o engenheiro.
O projeto foi vendido inicialmente para fora do Estado. Uma indústria está sendo montada em Sete Lagoas, em Minas Gerais, e no município de Xinguara, no Pará. Em Sergipe, a Indústria vai ser implantada em Lagarto, centro-sul do Estado, em parceria com a prefeitura local. De acordo com Lima, o terreno já foi adquirido e compreende uma área de 32 mil metros quadrados. Para a sua operação, serão gerados 46 empregos diretos e mais 200 indiretos.
A apresentação da maquete deve acontecer em breve. “Esperamos esse ano resolver completamente o problema de lixo urbano na cidade”, diz o engenheiro. “Até o final de 2009, em Lagarto não teremos nenhum problema de resíduos. Aterro sanitário vai ser totalmente descartável”, completa. Nesse primeiro momento, a Indústria vai atuar apenas no município de Lagarto, mas a pretensão de Railton Lima é vender a idéia para todo Estado.
O município de Lagarto vai abrigar o projeto piloto da primeira usina a funcionar para cuidar dos resíduos públicos. “A cidade será vitrine para todo planeta”, coloca o empresário. Durante a semana, o Núcleo Tecno-Ambiental Railton Faz recebeu três equipes de empresários de fora de Sergipe, que vieram conferir como funciona o projeto, através de apresentação feita com o uso dos protótipos.
Transformação
A Indústria de Beneficiamento de Resíduos vai processar resíduos urbanos (entulho, poda de árvore), resíduo doméstico (resto de comida, sacos e garrafas plásticas) e resíduos industriais (tintas, solventes). Todos esses materiais, que seriam descartados e depositados na natureza, serão aproveitados.
A partir do que antes era considerado lixo ou entulho de construção, são originados cinco produtos. O primeiro – que é o principal objetivo da indústria – é a massa de carvão; o segundo é o óleo vegetal, que, segundo o engenheiro, com mais 10% de álcool seria a fórmula do biodiesel; o terceiro produto é a água ácida, utilizada pela indústria química; o quarto, o alcatrão, também consumido pela indústria química, de cosmético e de abrasivos; e o quinto e último produto é a lignina, aproveitada pela indústria de cosméticos. “Então, 100% desses produtos são comercializados no mercado, produtos esses originados dos resíduos urbanos, industriais e domésticos”, explica Lima. Ou seja, todos os produtos, originados do que seria simplesmente descartado na natureza, tem valor de venda e vai movimentar o mercado e a economia.
O carvão produzido a partir do lixo tem a mesma utilização daquele originado da madeira. O engenheiro explica que, na natureza, só existem três massas: massa mineral, massa vegetal e massa animal. De acordo com Lima, a massa que não carboniza nunca é a mineral – que compõe areia, pedra, vidro, metal, entre outros materiais. Mas as massas vegetais e animais carbonizam. “Uma vez carbonizadas, essas massas se tornam carvão vegetal como qualquer outro. Não há diferença entre o carvão vegetal originado de madeira de lei, de pinho, ou de eucalipto, e o carvão feito do lixão”, explica. A matéria é sempre a mesma, é massa carbonizada com teor de carbono fixo próprio para o consumo seguro.
Meio ambiente
A usina evidencia o crescente interesse do empresariado em promover o crescimento sustentável, tentando manter o equilíbrio entre as atividades do homem e a preservação da natureza. O primeiro grande benefício trazido com o processamento de resíduos é que não ocorrerá degradação do solo das cidades, a partir do momento que não terá aterro.
E uma vez o resíduo entrando na indústria, ele é processado de imediato, embora para a máquina, não importe o tempo. A usina a ser instalada no interior do Estado tem capacidade para processar 80 toneladas por dia. A média de produção de lixo de Lagarto é de 50 toneladas por dia.
Segundo o líder do projeto, as 30 toneladas de capacidade restantes vão ser utilizadas para processar a lixeira já existente na cidade, até que o terreno fique limpo. “O terreno vai ficar totalmente imune de resíduos e poluentes. Não há degradação de solo, não há degradação do meio ambiente, não há emissão de gases e as nossas nascentes, matas e florestas agradecem”, finaliza Lima.
Construção civil
Entre as principais preocupações do setor da construção civil está o destino do entulho resultante das obras. A gestão do resíduo da construção ainda é um desafio em Sergipe. Não é difícil se deparar com entulhos ou restos de construção amontoados em vias e logradouros públicos, apesar das rigorosas determinações das legislações municipais e estaduais, o que gera um problema sério para o meio ambiente.
Sejam das empresas do segmento da construção civil ou de reformas de imóveis particulares, as obras geram resíduos com os quais os responsáveis devem se preocupar.
Pensando em encontrar uma alternativa para o problema, o Sindicato da Indústria da Construção Civil de Sergipe (Sinduscon/SE) promoveu no último ano o Programa de Gerenciamento de Resíduos em Canteiros de Obras, promovido em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequena Empresa (Sebrae/SE). De acordo com levantamento feito pelo projeto, em Aracaju se produz cerca de 500 toneladas de resíduo da construção civil por dia. O projeto não envolve indústria de processamento, mas articula parcerias entre empresas que precisam dos resíduos da construção para transformar em combustível para suas fornalhas. É o caso das cerâmicas. E em relação ao lixo reciclável, como plástico, papel, papelão e metal, a orientação é o encaminhamento do material para a Cooperativa de Agentes Autônomos de Reciclagem de Aracaju (Care).
O surgimento da indústria pode ajudar nesse processo de destinação de resíduo. De acordo com a engenheira Patrícia Menezes Carvalho, professora do Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e diretora da MC Engenharia, a Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) e a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) têm medidas rígidas para o controle do entulho produzido nas construções. “É preciso comprovar o destino dado aos resíduos da construção para a empresa obter a licença de funcionamento do empreendimento”, explica a engenheira. Segundo Patrícia, que orientou o projeto de gestão de resíduos, o estudo feito aponta que 70% de todo lixo produzido em Aracaju vem da construção.
Com a Indústria de Beneficiamento, telhado, concreto, sacos de papel, aparas de madeira, cerâmica, pó de serra, papelão, plástico, reboco: todo resíduo da construção pode ir diretamente para o processamento. Não importa em que estado chega lá. “Com sobra de areia, com cimento, não importa. Do jeito que o material chegar à indústria, o equipamento vai processar o resíduo”, explica Lima. Cada construtor, cada empresa de terceirização no município onde vai ser instalada a indústria será orientada a levar o resíduo direto para o processamento. O material vai ser transformado também em carvão.
Para Patrícia, essa é uma alternativa para evitar o depósito de entulho no meio ambiente, o que prejudica a cidade e os moradores, mas ainda não é o ideal para o setor da construção. “Muito do resíduo produzido pela construção civil é o chamado cascalho, que pode ser triturado, agregado e utilizado novamente pelo setor da construção. Esse tipo de indústria ainda não existe no estado”, coloca a engenheira. Segundo Patrícia, se transformado em material que possa ser utilizado pela construção, o benefício à natureza seria duplo, pois além de eliminar o acúmulo de resíduo no meio ambiente, ainda evitaria que fossem tirados da natureza areia e pedras, contribuindo para a preservação do meio ambiente.
Fonte: Jornal da Cidade - Sergipe
Entulho de construção, resto de comida e lixo industrial: com uma máquina criada por um engenheiro mecânico sergipano, tudo isso vai virar carvão. Trata-se da primeira Indústria de Beneficiamento de Resíduos do Brasil, que será instalada em Sergipe. A atividade da indústria pode contribuir para acabar com dois problemas graves de uma vez só. Com o processamento do lixo, acaba a necessidade de criação de aterros sanitários e o resíduo da construção civil, o entulho, vai ser tirado das ruas e vai ter destino certo.
Há aproximadamente três anos, o engenheiro mecânico Railton Lima foi contratado por uma empresa de Minas Gerais para desenvolver um Forno de Carbonização, destinado a atender o setor de siderurgia. “De lá para cá, pesquisas vinham sendo feitas até que, por acaso, chegamos a esse ponto, que é o processamento dos resíduos de construção até resíduos urbanos”, conta Lima. Com a Indústria de Beneficiamento de Resíduo, tudo que hoje é considerado lixo pode ser transformado carvão vegetal e em outros produtos, que voltam para o público consumidor de maneira rentável.
Toda linha de produção desse processo envolve duas patentes: a primeira é o protótipo desenvolvido para aproveitamento de gases das indústrias – na qual coleta-se os poluentes emitidos na carbonização – e a segunda é um equipamento chamado briquetadeira. “Com essas duas patentes, chegou-se ao equipamento de beneficiamento de 100% dos resíduos, desde urbanos, a resíduos da construção civil”, diz o engenheiro. “O carvão pode ser utilizado nas fornalhas das indústrias, ou até mesmo no churrasquinho em casa”, acrescenta.
Segundo Lima, a indústria, que ainda está em fase final de projeto, será a primeira usina do planeta a beneficiar 100% dos resíduos. “Aproveitamos todo o resíduo. Para nós que fizemos o projeto, não vai existir aterro se houver esse equipamento. Aterro vira coisa do passado”, explica o engenheiro.
O projeto foi vendido inicialmente para fora do Estado. Uma indústria está sendo montada em Sete Lagoas, em Minas Gerais, e no município de Xinguara, no Pará. Em Sergipe, a Indústria vai ser implantada em Lagarto, centro-sul do Estado, em parceria com a prefeitura local. De acordo com Lima, o terreno já foi adquirido e compreende uma área de 32 mil metros quadrados. Para a sua operação, serão gerados 46 empregos diretos e mais 200 indiretos.
A apresentação da maquete deve acontecer em breve. “Esperamos esse ano resolver completamente o problema de lixo urbano na cidade”, diz o engenheiro. “Até o final de 2009, em Lagarto não teremos nenhum problema de resíduos. Aterro sanitário vai ser totalmente descartável”, completa. Nesse primeiro momento, a Indústria vai atuar apenas no município de Lagarto, mas a pretensão de Railton Lima é vender a idéia para todo Estado.
O município de Lagarto vai abrigar o projeto piloto da primeira usina a funcionar para cuidar dos resíduos públicos. “A cidade será vitrine para todo planeta”, coloca o empresário. Durante a semana, o Núcleo Tecno-Ambiental Railton Faz recebeu três equipes de empresários de fora de Sergipe, que vieram conferir como funciona o projeto, através de apresentação feita com o uso dos protótipos.
Transformação
A Indústria de Beneficiamento de Resíduos vai processar resíduos urbanos (entulho, poda de árvore), resíduo doméstico (resto de comida, sacos e garrafas plásticas) e resíduos industriais (tintas, solventes). Todos esses materiais, que seriam descartados e depositados na natureza, serão aproveitados.
A partir do que antes era considerado lixo ou entulho de construção, são originados cinco produtos. O primeiro – que é o principal objetivo da indústria – é a massa de carvão; o segundo é o óleo vegetal, que, segundo o engenheiro, com mais 10% de álcool seria a fórmula do biodiesel; o terceiro produto é a água ácida, utilizada pela indústria química; o quarto, o alcatrão, também consumido pela indústria química, de cosmético e de abrasivos; e o quinto e último produto é a lignina, aproveitada pela indústria de cosméticos. “Então, 100% desses produtos são comercializados no mercado, produtos esses originados dos resíduos urbanos, industriais e domésticos”, explica Lima. Ou seja, todos os produtos, originados do que seria simplesmente descartado na natureza, tem valor de venda e vai movimentar o mercado e a economia.
O carvão produzido a partir do lixo tem a mesma utilização daquele originado da madeira. O engenheiro explica que, na natureza, só existem três massas: massa mineral, massa vegetal e massa animal. De acordo com Lima, a massa que não carboniza nunca é a mineral – que compõe areia, pedra, vidro, metal, entre outros materiais. Mas as massas vegetais e animais carbonizam. “Uma vez carbonizadas, essas massas se tornam carvão vegetal como qualquer outro. Não há diferença entre o carvão vegetal originado de madeira de lei, de pinho, ou de eucalipto, e o carvão feito do lixão”, explica. A matéria é sempre a mesma, é massa carbonizada com teor de carbono fixo próprio para o consumo seguro.
Meio ambiente
A usina evidencia o crescente interesse do empresariado em promover o crescimento sustentável, tentando manter o equilíbrio entre as atividades do homem e a preservação da natureza. O primeiro grande benefício trazido com o processamento de resíduos é que não ocorrerá degradação do solo das cidades, a partir do momento que não terá aterro.
E uma vez o resíduo entrando na indústria, ele é processado de imediato, embora para a máquina, não importe o tempo. A usina a ser instalada no interior do Estado tem capacidade para processar 80 toneladas por dia. A média de produção de lixo de Lagarto é de 50 toneladas por dia.
Segundo o líder do projeto, as 30 toneladas de capacidade restantes vão ser utilizadas para processar a lixeira já existente na cidade, até que o terreno fique limpo. “O terreno vai ficar totalmente imune de resíduos e poluentes. Não há degradação de solo, não há degradação do meio ambiente, não há emissão de gases e as nossas nascentes, matas e florestas agradecem”, finaliza Lima.
Construção civil
Entre as principais preocupações do setor da construção civil está o destino do entulho resultante das obras. A gestão do resíduo da construção ainda é um desafio em Sergipe. Não é difícil se deparar com entulhos ou restos de construção amontoados em vias e logradouros públicos, apesar das rigorosas determinações das legislações municipais e estaduais, o que gera um problema sério para o meio ambiente.
Sejam das empresas do segmento da construção civil ou de reformas de imóveis particulares, as obras geram resíduos com os quais os responsáveis devem se preocupar.
Pensando em encontrar uma alternativa para o problema, o Sindicato da Indústria da Construção Civil de Sergipe (Sinduscon/SE) promoveu no último ano o Programa de Gerenciamento de Resíduos em Canteiros de Obras, promovido em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequena Empresa (Sebrae/SE). De acordo com levantamento feito pelo projeto, em Aracaju se produz cerca de 500 toneladas de resíduo da construção civil por dia. O projeto não envolve indústria de processamento, mas articula parcerias entre empresas que precisam dos resíduos da construção para transformar em combustível para suas fornalhas. É o caso das cerâmicas. E em relação ao lixo reciclável, como plástico, papel, papelão e metal, a orientação é o encaminhamento do material para a Cooperativa de Agentes Autônomos de Reciclagem de Aracaju (Care).
O surgimento da indústria pode ajudar nesse processo de destinação de resíduo. De acordo com a engenheira Patrícia Menezes Carvalho, professora do Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e diretora da MC Engenharia, a Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) e a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (Emsurb) têm medidas rígidas para o controle do entulho produzido nas construções. “É preciso comprovar o destino dado aos resíduos da construção para a empresa obter a licença de funcionamento do empreendimento”, explica a engenheira. Segundo Patrícia, que orientou o projeto de gestão de resíduos, o estudo feito aponta que 70% de todo lixo produzido em Aracaju vem da construção.
Com a Indústria de Beneficiamento, telhado, concreto, sacos de papel, aparas de madeira, cerâmica, pó de serra, papelão, plástico, reboco: todo resíduo da construção pode ir diretamente para o processamento. Não importa em que estado chega lá. “Com sobra de areia, com cimento, não importa. Do jeito que o material chegar à indústria, o equipamento vai processar o resíduo”, explica Lima. Cada construtor, cada empresa de terceirização no município onde vai ser instalada a indústria será orientada a levar o resíduo direto para o processamento. O material vai ser transformado também em carvão.
Para Patrícia, essa é uma alternativa para evitar o depósito de entulho no meio ambiente, o que prejudica a cidade e os moradores, mas ainda não é o ideal para o setor da construção. “Muito do resíduo produzido pela construção civil é o chamado cascalho, que pode ser triturado, agregado e utilizado novamente pelo setor da construção. Esse tipo de indústria ainda não existe no estado”, coloca a engenheira. Segundo Patrícia, se transformado em material que possa ser utilizado pela construção, o benefício à natureza seria duplo, pois além de eliminar o acúmulo de resíduo no meio ambiente, ainda evitaria que fossem tirados da natureza areia e pedras, contribuindo para a preservação do meio ambiente.
Fonte: Jornal da Cidade - Sergipe
Assinar:
Postagens (Atom)