quarta-feira, 10 de março de 2010

Estudo indica manejo agrícola correto de lodo de curtume

Pesquisador ressalta que a alternativa é viável, pois traz benefícios para a agricultura. Mas alerta que alguns pontos precisam ser considerados com cuidado.


Pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP em Piracicaba, avaliou o uso mais adequado de dois tipos de lodo gerado pelos curtumes que processam couro, o primário e o de caleiro, como corretivo de solos e fertilizante agrícola. O trabalho do engenheiro agrônomo Alexandre Martin Martines demonstrou a viabilidade da mistura dos dois materiais, desde que haja controle nas proporções de alguns componentes, como nitrogênio e sódio, e manejo adequado para não prejudicar o solo.

Os dois resíduos são produzidos em grande quantidade, sendo que, em média, somente 5% do volume total são sólidos e a porção líquida que sobra é água. Em geral, o manejo se dá pela aplicação direta em uma determinada área, durante cerca de quatro meses e, após esse período, o solo está apto para receber uma cultura agrícola. “Podemos perceber que essa é uma alternativa viável, traz benefícios para a agricultura, mas tem alguns pontos que precisam ser considerados com cuidado”, ressalta Martines.

Ele aponta a necessidade de se definir o teor de nitrogênio e sódio nas doses aplicadas no solo. “Altos teores de nitrogênio no solo, na forma de nitrato, decorrentes da mineralização da fração orgânica do lodo de curtume, podem proporcionar impactos negativos, principalmente quando a mineralização não é sincronizada com a absorção pelas plantas, possibilitando sua movimentação e consequente contaminação das águas superficiais e subterrâneas”, alerta o pesquisador. “Já o sódio pode causar limitações no desenvolvimento das plantas, dispersão de argilas e até dispersão da matéria orgânica”.

Assim, as características físico-químicas desse resíduo exigem técnicas específicas de manejo, como incorporá-lo ao solo, evitando que ele fique na superfície, o que facilita perda de nitrogênio por volatilização. Além disso, a pesquisa indica que se deva aplicar o resíduo em um período mais próximo do plantio, possibilitando um melhor aproveitamento pelas plantas e diminuindo o risco de contaminação do lençol freático por lixiviação.

“Com a aplicação correta, em doses adequadas, o agricultor obtém grande economia, visto que esse manejo permite abolir os corretivos e fertilizantes nitrogenados”, afirma Martines. Para o curtume, diminuem os custos de tratamento e disposição de uma imensa quantidade desse lodo, amenizando assim o impacto ambiental. “Além disso, a incorporação da dose de 521 kg ha-1 de nitrogênio na forma de lodo proporcionou ganho de produtividade de grãos em 11% em comparação ao tratamento convencional.”

Experimento

Durante dois anos, um experimento foi instalado em Rolândia (PR) com o objetivo de avaliar a perda de nitrogênio por volatilização da amônia, as alterações microbiológicas do solo, a lixiviação de nitrogênio mineral, a produtividade da cultura do milho e o efeito residual, após a aplicação de doses crescentes do lodo de curtume no solo. As análises tiveram como parâmetro a norma P4 233 da Companhia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que apresenta critérios para uso de lodos de curtumes em áreas agrícolas.


O foco anterior das pesquisas envolvendo curtumes era a avaliação do efeito do cromo no solo. Os estudos com lodo de curtume tiveram seu início no Rio Grande do Sul, região onde temos uma maior concentração dessa atividade. “Quando se verificou a presença do cromo, um metal pesado que pode apresentar problemas ambientais significativos, os órgãos fiscalizadores intensificaram as tentativas de minimizar o descarte no ambiente”, conta Martines. “Então os curtumes modificaram seu projeto. Hoje, boa parte dessas empresas já consegue separar o material com alto teor de cromo, liberando lodos sem ou com pouco cromo”.


De acordo com o agrônomo, o resultado da pesquisa traz novas informações sobre o manejo adequado do lodo de curtume resultando em aumento de produtividade agrícola sem causar danos ambientais. “Essas informações serão apresentadas à Cetesb, que pretende revisar a norma de aplicação que vigora desde 1999”, afirma. “Assim como ocorreu no caso do lodo de esgoto, pretendemos que a regulamentação da Cetesb seja a base para uma norma federal para o uso de lodo de curtume, uma vez que apenas os Estados de São Paulo e Rio Grande do Sul contam com normatização para uso de resíduos nesse segmento”.


A tese de doutorado Avaliação ambiental e agronômica do uso de lodo de curtume no solo foi desenvolvida por Martines no programa de pós-graduação em Solos e Nutrição de Plantas da Esalq. O trabalho teve a orientação da professora Elke Jurandy Bran Nogueira Cardoso, do Departamento de Ciência do Solo (LSO). O experimento teve financiamento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).


Fonte: Ecoagência Notícias Ambientais.

terça-feira, 9 de março de 2010

O que é Greenbuilding?

Criado na década de 1970 por arquitetos e ecologistas, o termo, ao pé da letra, significa "construção verde". No contexto dos ambientalistas, ser verde implica estar de bem com a natureza, não agredi-la. Trazido para a arquitetura, uma construção verde, então, é aquela projetada, construída e mantida com o mínimo consumo de água e energia, dando prioridade a materiais que não poluem o ambiente durante sua produção e não provocam danos à saúde dos usuários. Com o crescimento dos movimentos ambientalistas e a demanda da legislação e dos investidores estrangeiros, investir na qualidade e na gestão ambiental passou a ser também um bom negócio.

LEED no Brasil

Para conseguir o selo de construção sustentável é preciso seguir à risca os critérios estipulados pelo LEED, divididos em cinco grandes áreas: desenvolvimento local sustentável, uso racional da água, eficiência energética, seleção de materiais e qualidade ambiental interna. Antes, durante e depois da obra, representantes do Conselho de Greenbuilding dos Estados Unidos (USBGC) avaliam o desempenho do empreendimento, através de questionários e relatórios técnicos. Ao final, os dados são transformados em pontos num ranking, que podem ou não resultar na certificação.

Fonte: casa abril/casa e ecologia.

Bairro brasileiro vira referência internacional em sustentabilidade.

Em Palhoça (SC), está em construção um empreendimento para 30 mil pessoas credenciado por organismos de construção verde dos EUA.

O Conselho da Construção Verde dos Estados Unidos (USGBC, na sigla em inglês) criou recentemente o programa de desenvolvimento positivo para o clima. O objetivo é acompanhar projetos urbanos que comprovem estar comprometidos com a redução do volume da emissão de CO2. Em todo o planeta, foram escolhidos 16 empreendimentos que servirão de exemplo para comprovar que, com estratégias construtivas, é possível criar áreas ambientalmente sustentáveis. No Brasil, o projeto escolhido é o bairro Pedra Branca, que está em construção no município de Palhoça, em Santa Catarina.

área, com cerca de 1,7 milhão de metros quadrados, deverá abrigar uma população de 30 mil pessoas dentro de 15 anos. A âncora do empreendimento, a universidade Unisul, ganhou um terreno de 150 mil metros quadrados onde construiu seu campus. O conceito urbanístico adotado no Pedra Branca prioriza a caminhabilidade integrada com edificações sustentáveis. O bairro também conta com um sistema de drenagem de águas pluviais. A meta é otimizar a utilização dos recursos naturais e gerar a menor quantidade de resíduos possível.

Para a diretora-geral da Associação Nacional de Arquitetura Bioecológica, Silvia Manfredi, o desafio do bairro Pedra Branca será conseguir coexistir com a infraestrutura da cidade, que não prioriza a sustentabilidade. “O conceito puro de bairro sustentável propõe que ele seja totalmente autossuficiente. Por exemplo, deveria gerar a própria energia consumida, gerar alimento para a população, gerar todos os recursos que ele consome ali. O ideal, neste bairro, seria que as pessoas morassem e trabalhassem lá e que tudo o que se consumisse fosse produzido nele. Mas na prática não é isso que ocorre”, diz.

No entanto, ela elogia o projeto. “No Brasil são raras ideias como essa e quando elas surgem devem ser valorizadas. Se, na prática, o Pedra Branca conseguir tornar-se 50% sustentável já será um avanço”, afirma. O bairro em Palhoça prega que as construções utilizem materiais renováveis ou de menor impacto ambiental, com proficiência energética em termos de economia de energia elétrica e economia de água. A ANAB acompanha um desses empreendimentos. Trata-se de uma construção comercial que busca a certificação LEED.

Silvia Manfredi lembra que na China e no Japão já existem cidades sustentáveis. “Lá, além das premissas de sustentabilidade, existe a preocupação com a mobilidade urbana. O transporte público e meios alternativos, como a bicicleta, são priorizados. O carro tem pouco espaço naquelas cidades”, conta. No programa da USGBC, no entanto, os projetos que serão acompanhados, além do de Palhoça, estão em Melbourne, Austrália; Toronto, Canadá; Victoria, Canadá; Ahmedabad, Índia; Jaipur, Índia; área externa da Cidade do Panamá, Panamá; Pretória, África do Sul; Joanesburgo, África do Sul; Seul, Coreia do Sul; Estocolmo, Suécia; Londres, Reino Unido; São Francisco, EUA; e Destiny, Florida, EUA.

Fonte: Cimento Itambe

sexta-feira, 5 de março de 2010

Inpa estuda esgoto ecológico.

Idéia é que alternativa reduza a emissão de substâncias poluentes .

Imagine o seguinte tripé: diminuir a quantidade de água suja nos igarapés da Amazônia; fazer isso a um preço 40% menor que o sistema convencional de tratamento de esgoto; e, de quebra, num tempo de implantação bem mais curto que o normal (em cerca de um mês, aproximadamente).


Pois é neste terreno que o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT) trabalha em parceria com a empresa Ecoete Tecnologia de Preservação Ambiental. A intenção é investir em pesquisas para o tratamento do esgoto doméstico e industrial, usando para isso métodos naturais e ecologicamente corretos.


A fase experimental já está em andamento há três meses. São duas estações. O experimento purifica a água de um conjunto residencial próximo ao campus V-8 do Inpa, usando o solo e as plantas. Uma das estações contém três módulos que absorvem a água contaminada.


No primeiro deles, é filtrado mais de 80% dos efluentes, em curso normal; no segundo, os 20%; e o terceiro serve para comportar o excedente, quando o nível de água aumenta. O processo também inclui várias perfurações no solo. Os buracos, de 25 centímetros de diâmetro, atingem 3 metros de profundidade.


Não é só isso. A terra também é afofada para aumentar sua permeabilidade. O passo seguinte é cobri-la com uma camada de seixo, o que facilita a aeração (processo que permite a oxidação do material orgânico, fazendo com que os microorganismos trabalhem com mais eficiência, utilizando esses nutrientes como alimento e liberando CO2). Nessas condições, a água é absorvida no solo, chegando limpa ao lençol freático.


Aqui, vale dizer, as plantas também têm o seu momento de protagonistas da história. “Além de purificar o ambiente, a planta diminui a quantidade de água infiltrada no solo. A canarana, por exemplo, precisa de nutrientes para crescer. Então, retira esses nutrientes que vêm da água pelo processo de evapotranspiração, joga água limpa em forma de vapor na atmosfera”, ressalta Luiz Antonio de Oliveira, pesquisador do Inpa e um dos coordenadores do projeto.


Além da canarana (tipo de gramínea da região amazônica com grande potencial para consumo em esgoto), a munguba (Bombacaceae e Pseudobombax) está sendo testada para o mesmo fim bem como a Matapasto (Senna obtusifolia), pela boa para a absorção de efluentes.

Fonte: EPTV.COM

segunda-feira, 1 de março de 2010

Problemas de saneamento serão discutidos no país.

problemática vai ser debatida durante o 2ª Conferência Latino Americana de
Saneamento que será realizada em Foz do Iguaçu.

A população brasileira produz aproximadamente 8 bilhões de litros de esgoto por dia. De acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) do Ministério das Cidades 5 bilhões não são tratados, ou seja, somente 36% do esgoto gerado nas cidades recebem tratamento.

O restante é despejado no meio ambiente, contaminando solo, rios, mananciais e praias. Menos da metade da população do Brasil, 49,44%, tem rede de esgoto.

O Brasil possui várias disparidades na cobertura de esgoto sanitário. Segundo dados oficiais, de um total de 27 companhias de saneamento, apenas sete são consideradas equilibradas: Sabesp (SP), Sanepar (PR), Copasa (MG), Caesb (DF), Cesan (ES), Saneatins (TO) e Embasa (BA). São Paulo possui a melhor cobertura de abastecimento de água com 98,93% e Alagoas a pior, com 86,07%.

O problema será debatido durante a 2ª Conferência Latino-americana de Saneamento, Latinosan 2010 que acontece de 14 a 18 de março em Foz do Iguaçu, Paraná.

Com o tema Universalização e sustentabilidade dos serviços de saneamento, o encontro servirá para buscar alternativas que melhorem o bem estar da população da América latina, com ênfase no combate à pobreza, prestação dos serviços de saneamento básico e gestão dos recursos naturais.

Uma destas metas é reduzir pela metade o número de pessoas sem serviços de saneamento básico até 2015. O evento contará com a presença de ministros, secretários de estado e personalidades da área científica de países da América do Sul e América Central, bem como da África, Ásia e Europa.

Segundo o representante do Ministério das Cidades, Sérgio Antônio Gonçalves, trata-se de "um evento que visa promover o compromisso e a articulação entre os países participantes, acerca das questões de saneamento e meio ambiente".

Todos os países vão assinar a “Declaração de Foz do Iguaçu” que irá estabelecer metas de saneamento básico presentes no Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

Fonte: Jornal A Hora online

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Medir a responsabilidade social .

Várias abordagens têm sido desenvolvidas para permitir que as empresas cumpram as suas responsabilidades de gestão (seja gestão ambiental, equidade e bem-estar social ou vitalidade econômica da comunidade) aos seus stakeholders. Estes programas têm-se centrado no desenvolvimento de estratégias e iniciativas para implementar a estratégia de maneira vertical. Empregados e fornecedores vêm frequentemente estas iniciativas como ordens infundadas, por vezes, entregues de forma aparentemente pesada.

Os responsáveis pela Responsabilidade Social Empresarial (RSE) têm uma gama de conhecimentos para desenhar e proporcionar uma abordagem decididamente melhor para implantar sua estratégia para cada ponto de presença de seus produtos e / ou serviços. Esse conhecimento pode ser efetivamente usado para estender ainda mais a estratégia de cada área ao longo da sua cadeia de fornecedores. Vamos dar uma olhada em como isso pode ser feito:

Os sistemas de gestão (por exemplo, ISO 9001 e ISO 14001) têm sido usados para tratar da qualidade e meio ambiente como parte integrante da forma como cada negócio é operado em nível local. É importante gerir as ações RSE de forma que sejam parte do que cada funcionário faz todos os dias. Elas tem de ser parte de todas as decisões de negócio, no nível local, onde a licença da companhia "para operar" é conquistada.

Neste ano, a ISO 26000 adicionará responsabilidade social e governança a essas importantes normas do sistema de gestão. A British Standards já lançou um padrão de sustentabilidade (BS 8900) e a Standards of Australia, tem uma Norma (AS 8303) de responsabilidade corporativa.

Cada unidade da empresa e todos os fornecedores podem implementar um sistema de gestão que gerencie a RSE, de forma a torná-la sua. Pode ser feito de uma maneira que seja consistente com a estratégia de responsabilidade. O cliente pode auditar as ações (isto é, auditoria de segunda parte) a capacidade dos fornecedores para implementar a estratégia em suas operações, OU o cliente poderia fazer uma auditoria de terceira parte da cadeia de abastecimento - e cada um de seus pontos de presença.

Algumas empresas com programas de Responsabilidade Social também utilizam um sistemas de gestão. No entanto, em quase todos os casos, estes programas não são aplicados para administrar as ações. Elas seriam apenas parte da “caixinha separada” de pensamentos, que prevalece na maioria das empresas.

Quadros de desempenho são usados para criar indicadores-chave que vão levar a empresa às melhores práticas em muitas áreas críticas para a competitividade:


Liderança e responsabilidade social
O planejamento estratégico e estratégia de implantação
O envolvimento dos stakeholders e desempenho do mercado
A gestão do conhecimento e da inovação
Ser um ótimo lugar para trabalhar e envolvimento dos funcionários
Gestão e melhoria de processos

Alguns estudos demonstram que as empresas que usam um dos mais dos 70 modelos de desempenho disponíveis superam financeiramente aquelas que não utilizam estes sistemas. Muitas empresas com programas de sustentabilidade utilizam os modelos de desempenho. No entanto, eles raramente são utilizados em ações de RSE. Talvez esta seja mais uma demonstração de pensar em caixinhas separadas.

Então, como seria se uma empresa realmente usasse esses programas de "Performance de Responsabilidade Dirigida?" A importância de abordar as três áreas da sustentabilidade (social, ambiental e financeira) passariam a fazer parte do trabalho de todos. Isso aconteceria em toda a empresa (mesmo que seja uma planta única) e em toda a cadeia de valor. A indústria automotiva tem feito qualidade gerida como gestão ambiental e parte da sua cadeia de valor. Certamente pode ser feito se uma empresa pretendia incluir a responsabilidade dentro do programa de gestão ambiental de um programa de ISO 14001 ou como uma especificação de produto no programa de gestão da qualidade.

O programa fornece uma pontuação de desempenho individual de cada ponto de presença. Estes resultados podem ser agregados e desagregados em unidades de negócios, as cadeias de fornecimento, e mantas de transporte. Seria possível ver como cada unidade está realizando. Isso faz essencialmente a melhoria contínua em um valor quantitativo. Cada um dos resultados da GRI pode ser atribuída uma pontuação e todos os indicadores de atrasos podem ser agregados em escores totais para as cinco categorias previstas. Em alternativa, podem ainda ser agregados em um escore único indicador do lagging. Não há necessidade de transmitir os painéis complicados ou medição de desempenho. É como ter um ponto de classe média, em vez de uma coleção independente de testes, exames, papel semestre e pontuações participação em sala de aula por quatro ou cinco cursos a cada semestre.

Algumas empresas estão começando a murchar, sob a pressão de preencher os questionários tantos para informar a comunidade de investimento socialmente responsável e as suas outras partes interessadas. Desempenho de Responsabilidade Dirigido é verificável por um terceiro, e cada componente tem um corpo de conhecimentos suficientes para justificar as afirmações feitas anteriormente.

Fonte:O Barriga Verde/Adjori/SC

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Dengue sem asas.


Agência FAPESP – Para combater a transmissão de dengue, que tal cortar o mal pela raiz? Ou melhor, que tal cortar as asas dos mosquitos – ou, pelo menos sua capacidade de voar? Essa é a sugestão de um grupo internacional de pesquisadores, que obteve uma nova linhagem de mosquitos na qual as fêmeas não podem voar.

O estudo, feito por um grupo do Reino Unido e dos Estados Unidos, será publicado esta semana no site e, em breve, na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Fêmeas do principal vetor da dengue, o Aedes aegypti, quando não conseguem voar, morrem rapidamente, reduzindo o número de mosquitos e, por consequência, a transmissão da doença, segundo os autores do estudo. Machos podem voar, mas não picam ou transmitem a doença.

Um dos principais problemas de saúde pública no mundo, a dengue provoca anualmente de 50 milhões a 100 milhões de casos. Não há vacina para a doença, que coloca quase 40% da população global em risco.

Os cientistas alteraram geneticamente mosquitos machos que, ao cruzar com fêmeas selvagens, transmitiram seus genes aos descendentes. As fêmeas da geração seguinte não foram capazes de voar por que a alteração genética afetou o desenvolvimento dos músculos das asas.

Os autores da pesquisa estimam que a nova linhagem pode suplantar a população nativa em até nove meses, em alternativa eficiente e que não envolve o uso de pesticidas.

“Os métodos atuais de controle da dengue não são suficientemente eficientes e, por conta disso, novas alternativas se fazem urgentemente necessárias. Controlar o mosquito que transmite o vírus poderia reduzir significativamente a morbidade e mortalidade humanas”, disse Anthony James, professor da Universidade da Califórnia em Irvine e um dos autores do estudo.

Segundo James, uma das principais autoridades mundiais em doenças infecciosas transmitidas por insetos, há ainda estudos a serem feitos para confirmar a viabilidade do novo método, mas o potencial é de aplicação não apenas para a dengue, como também para outras doenças, como malária e febre do oeste do Nilo.

Fonte: Agência Fapesp.