O projeto de lei que cria o marco regulatório sobre os resíduos sólidos foi aprovado no fim da noite de ontem pela Câmara dos Deputados, por acordo de líderes, sem a necessidade de votação nominal. A proposta, que agora segue para o Senado, cria o regime de responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos.
De forma encadeada, serão responsáveis pelo destino do lixo fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e titulares dos serviços públicos de limpeza urbana e manejo de resíduos. Essa é a parte considerada mais inovadora do texto, pois todos serão responsáveis pelo destino final do produto e pelo cuidado com a preservação do meio ambiente.
Se transformada em lei, a proposta deverá mudar radicalmente a forma de recolhimento de garrafas plásticas (PET), latinhas, vidros, papel de picolé e todo o tipo de embalagens. Governo e empresas poderão fazer acordos setoriais para estabelecer as formas de recolhimento das embalagens. A ideia é oferecer incentivos a quem utilizar as cooperativas de catadores de lixo.
O mesmo projeto de lei obriga os fabricantes e revendedores a recolherem os resíduos sólidos perigosos tanto à saúde quanto ao meio ambiente, como resíduos de agrotóxicos, pilhas de baterias, pneus, óleos lubrificantes, embalagens, lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista e produtos eletroeletrônicos e seus componentes.
Reciclagem
A definição de um marco regulatório para os resíduos no Brasil deve fazer com que a reciclagem avance, especialmente a de aparelhos eletroeletrônicos. Por falta de lei nacional, parte da indústria relutou em desenvolver planos para lidar com esse lixo. "A lei nacional finalmente definirá um plano de ação para todo o País", diz André Vilhena, diretor executivo do Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre).
Outra vantagem da política nacional de resíduos sólidos é que ela trará profissionalismo à indústria da reciclagem no País. Entre outros pontos, o projeto de lei prevê estímulos fiscais à atividade.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
A Educação Ambiental e a informação como instrumentos de proteção e Desenvolvimento Sustentável
quinta-feira, 11 de março de 2010
OAB/SE AJUIZARÁ AÇÃO CONTRA A DESO E PMA.
Entidade questiona competência da Companhia de Saneamento de Sergipe para cobrança de tarifa de esgoto.
A diretoria da OAB/SE está autorizada, pela unanimidade dos conselheiros seccionais, para ingressar com ações direta de inconstitucionalidade contra a Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) e civil pública contra a Prefeitura de Aracaju, exigindo cumprimento da legislação quanto à prestação de serviços e cobrança de tarifa referente ao esgotamento sanitário de Aracaju. A OAB/SE tem convicção que a taxa de esgoto é constitucional, mas questiona a competência da Deso para exercer a cobrança, que seria de responsabilidade do município de Aracaju.
A decisão foi tomada nesta terça-feira durante sessão extraordinária do Conselho Seccional convocada pelo presidente da entidade, Carlos Augusto Monteiro Nascimento, para, entre outros itens, apreciação do relatório da Comissão de Estudos Tributários sobre a competência, criação e regulamentação da cobrança da remuneração pelos serviços de esgoto sanitário em Aracaju, atualmente prestado e cobrado, indevidamente – na ótica da OAB/SE - pela Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso).
Na análise da Comissão de Estudos Tributários da OAB/SE, a Companhia de Saneamento de Sergipe está invadindo a competência, que seria da Prefeitura de Aracaju, ao criar e regulamentar a tarifa. É também de competência da PMA, conforme análise da OAB/SE, o exercício de fiscalizar a aplicação dos recursos oriundos da cobrança – em valor equivalente a 80% da fatura relativa ao abastecimento de água, assim como é também da PMA, no entendimento da OAB/SE, a competência de realizar os serviços correspondentes ao esgotamento sanitário na capital.
“Verifica-se que a remuneração cobrada pela Companhia de Saneamento de Sergipe está extremamente irregular, em afronta à legalidade e à Constituição Federal”, enaltece a Comissão de Estudos Tributários da OAB/SE em relatório encaminhado ao Conselho Seccional da Entidade. “Resta comprovado que o município de Aracaju não exercita a sua competência constitucional e a Deso, unilateralmente, fixou a remuneração sem a participação do município de Aracaju, que é poder concedente e sequer fiscaliza a realização dos serviços de saneamento”, complementa a Comissão da OAB /SE, em seu parecer.
No Conselho Seccional, o conselheiro José Gomes de Britto Neto, presidente da Comissão de Estudos Tributários da OAB/SE, foi designado relator da matéria e ontem seu parecer foi aprovado, por unanimidade, pelos demais conselheiros seccionais. Com a decisão do Conselho Seccional, a diretoria da OAB/SE está autorizada a adotar medidas judiciais para corrigir as irregularidades: ajuizamento de ação direta de inconstitucionalidade, questionando o artigo sexto da Lei Estadual 4.898/2003, que dispõe sobre normas de prestação e cobrança dos serviços públicos de abastecimento de água e esgotamento sanitário prestados em Sergipe pela Companhia de Saneamento, e ação civil pública contra a Prefeitura de Aracaju para que seja, efetivamente, cumprido o seu papel constitucional de executar os serviços, instituir a cobrança da tarifa e exercer a fiscalização sobre a destinação dos recursos oriundos desta prestação de serviços.
Para chegar a este entendimento a OAB/SE tomou por base a Constituição Federal e a própria legislação municipal, que se espelha no artigo 30 da Carta Magna, que destaca como competência dos municípios brasileiros a ação de legislar sobre assuntos de interesse local. Enquanto o artigo quarto da Lei Municipal 2.788/2000, criado à luz daquele artigo da Constituição Federal, deixa claro que é do município de Aracaju a competência de organizar e prestar diretamente, mediante regime de concessão ou permissão, os serviços de saneamento de interesse local.
Fonte: FAXAJU/Ascom OAB/SE
A diretoria da OAB/SE está autorizada, pela unanimidade dos conselheiros seccionais, para ingressar com ações direta de inconstitucionalidade contra a Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) e civil pública contra a Prefeitura de Aracaju, exigindo cumprimento da legislação quanto à prestação de serviços e cobrança de tarifa referente ao esgotamento sanitário de Aracaju. A OAB/SE tem convicção que a taxa de esgoto é constitucional, mas questiona a competência da Deso para exercer a cobrança, que seria de responsabilidade do município de Aracaju.
A decisão foi tomada nesta terça-feira durante sessão extraordinária do Conselho Seccional convocada pelo presidente da entidade, Carlos Augusto Monteiro Nascimento, para, entre outros itens, apreciação do relatório da Comissão de Estudos Tributários sobre a competência, criação e regulamentação da cobrança da remuneração pelos serviços de esgoto sanitário em Aracaju, atualmente prestado e cobrado, indevidamente – na ótica da OAB/SE - pela Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso).
Na análise da Comissão de Estudos Tributários da OAB/SE, a Companhia de Saneamento de Sergipe está invadindo a competência, que seria da Prefeitura de Aracaju, ao criar e regulamentar a tarifa. É também de competência da PMA, conforme análise da OAB/SE, o exercício de fiscalizar a aplicação dos recursos oriundos da cobrança – em valor equivalente a 80% da fatura relativa ao abastecimento de água, assim como é também da PMA, no entendimento da OAB/SE, a competência de realizar os serviços correspondentes ao esgotamento sanitário na capital.
“Verifica-se que a remuneração cobrada pela Companhia de Saneamento de Sergipe está extremamente irregular, em afronta à legalidade e à Constituição Federal”, enaltece a Comissão de Estudos Tributários da OAB/SE em relatório encaminhado ao Conselho Seccional da Entidade. “Resta comprovado que o município de Aracaju não exercita a sua competência constitucional e a Deso, unilateralmente, fixou a remuneração sem a participação do município de Aracaju, que é poder concedente e sequer fiscaliza a realização dos serviços de saneamento”, complementa a Comissão da OAB /SE, em seu parecer.
No Conselho Seccional, o conselheiro José Gomes de Britto Neto, presidente da Comissão de Estudos Tributários da OAB/SE, foi designado relator da matéria e ontem seu parecer foi aprovado, por unanimidade, pelos demais conselheiros seccionais. Com a decisão do Conselho Seccional, a diretoria da OAB/SE está autorizada a adotar medidas judiciais para corrigir as irregularidades: ajuizamento de ação direta de inconstitucionalidade, questionando o artigo sexto da Lei Estadual 4.898/2003, que dispõe sobre normas de prestação e cobrança dos serviços públicos de abastecimento de água e esgotamento sanitário prestados em Sergipe pela Companhia de Saneamento, e ação civil pública contra a Prefeitura de Aracaju para que seja, efetivamente, cumprido o seu papel constitucional de executar os serviços, instituir a cobrança da tarifa e exercer a fiscalização sobre a destinação dos recursos oriundos desta prestação de serviços.
Para chegar a este entendimento a OAB/SE tomou por base a Constituição Federal e a própria legislação municipal, que se espelha no artigo 30 da Carta Magna, que destaca como competência dos municípios brasileiros a ação de legislar sobre assuntos de interesse local. Enquanto o artigo quarto da Lei Municipal 2.788/2000, criado à luz daquele artigo da Constituição Federal, deixa claro que é do município de Aracaju a competência de organizar e prestar diretamente, mediante regime de concessão ou permissão, os serviços de saneamento de interesse local.
Fonte: FAXAJU/Ascom OAB/SE
quarta-feira, 10 de março de 2010
Estudo indica manejo agrícola correto de lodo de curtume
Pesquisador ressalta que a alternativa é viável, pois traz benefícios para a agricultura. Mas alerta que alguns pontos precisam ser considerados com cuidado.
Pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP em Piracicaba, avaliou o uso mais adequado de dois tipos de lodo gerado pelos curtumes que processam couro, o primário e o de caleiro, como corretivo de solos e fertilizante agrícola. O trabalho do engenheiro agrônomo Alexandre Martin Martines demonstrou a viabilidade da mistura dos dois materiais, desde que haja controle nas proporções de alguns componentes, como nitrogênio e sódio, e manejo adequado para não prejudicar o solo.
Os dois resíduos são produzidos em grande quantidade, sendo que, em média, somente 5% do volume total são sólidos e a porção líquida que sobra é água. Em geral, o manejo se dá pela aplicação direta em uma determinada área, durante cerca de quatro meses e, após esse período, o solo está apto para receber uma cultura agrícola. “Podemos perceber que essa é uma alternativa viável, traz benefícios para a agricultura, mas tem alguns pontos que precisam ser considerados com cuidado”, ressalta Martines.
Ele aponta a necessidade de se definir o teor de nitrogênio e sódio nas doses aplicadas no solo. “Altos teores de nitrogênio no solo, na forma de nitrato, decorrentes da mineralização da fração orgânica do lodo de curtume, podem proporcionar impactos negativos, principalmente quando a mineralização não é sincronizada com a absorção pelas plantas, possibilitando sua movimentação e consequente contaminação das águas superficiais e subterrâneas”, alerta o pesquisador. “Já o sódio pode causar limitações no desenvolvimento das plantas, dispersão de argilas e até dispersão da matéria orgânica”.
Assim, as características físico-químicas desse resíduo exigem técnicas específicas de manejo, como incorporá-lo ao solo, evitando que ele fique na superfície, o que facilita perda de nitrogênio por volatilização. Além disso, a pesquisa indica que se deva aplicar o resíduo em um período mais próximo do plantio, possibilitando um melhor aproveitamento pelas plantas e diminuindo o risco de contaminação do lençol freático por lixiviação.
“Com a aplicação correta, em doses adequadas, o agricultor obtém grande economia, visto que esse manejo permite abolir os corretivos e fertilizantes nitrogenados”, afirma Martines. Para o curtume, diminuem os custos de tratamento e disposição de uma imensa quantidade desse lodo, amenizando assim o impacto ambiental. “Além disso, a incorporação da dose de 521 kg ha-1 de nitrogênio na forma de lodo proporcionou ganho de produtividade de grãos em 11% em comparação ao tratamento convencional.”
Experimento
Durante dois anos, um experimento foi instalado em Rolândia (PR) com o objetivo de avaliar a perda de nitrogênio por volatilização da amônia, as alterações microbiológicas do solo, a lixiviação de nitrogênio mineral, a produtividade da cultura do milho e o efeito residual, após a aplicação de doses crescentes do lodo de curtume no solo. As análises tiveram como parâmetro a norma P4 233 da Companhia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que apresenta critérios para uso de lodos de curtumes em áreas agrícolas.
O foco anterior das pesquisas envolvendo curtumes era a avaliação do efeito do cromo no solo. Os estudos com lodo de curtume tiveram seu início no Rio Grande do Sul, região onde temos uma maior concentração dessa atividade. “Quando se verificou a presença do cromo, um metal pesado que pode apresentar problemas ambientais significativos, os órgãos fiscalizadores intensificaram as tentativas de minimizar o descarte no ambiente”, conta Martines. “Então os curtumes modificaram seu projeto. Hoje, boa parte dessas empresas já consegue separar o material com alto teor de cromo, liberando lodos sem ou com pouco cromo”.
De acordo com o agrônomo, o resultado da pesquisa traz novas informações sobre o manejo adequado do lodo de curtume resultando em aumento de produtividade agrícola sem causar danos ambientais. “Essas informações serão apresentadas à Cetesb, que pretende revisar a norma de aplicação que vigora desde 1999”, afirma. “Assim como ocorreu no caso do lodo de esgoto, pretendemos que a regulamentação da Cetesb seja a base para uma norma federal para o uso de lodo de curtume, uma vez que apenas os Estados de São Paulo e Rio Grande do Sul contam com normatização para uso de resíduos nesse segmento”.
A tese de doutorado Avaliação ambiental e agronômica do uso de lodo de curtume no solo foi desenvolvida por Martines no programa de pós-graduação em Solos e Nutrição de Plantas da Esalq. O trabalho teve a orientação da professora Elke Jurandy Bran Nogueira Cardoso, do Departamento de Ciência do Solo (LSO). O experimento teve financiamento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Fonte: Ecoagência Notícias Ambientais.
Pesquisa da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da USP em Piracicaba, avaliou o uso mais adequado de dois tipos de lodo gerado pelos curtumes que processam couro, o primário e o de caleiro, como corretivo de solos e fertilizante agrícola. O trabalho do engenheiro agrônomo Alexandre Martin Martines demonstrou a viabilidade da mistura dos dois materiais, desde que haja controle nas proporções de alguns componentes, como nitrogênio e sódio, e manejo adequado para não prejudicar o solo.
Os dois resíduos são produzidos em grande quantidade, sendo que, em média, somente 5% do volume total são sólidos e a porção líquida que sobra é água. Em geral, o manejo se dá pela aplicação direta em uma determinada área, durante cerca de quatro meses e, após esse período, o solo está apto para receber uma cultura agrícola. “Podemos perceber que essa é uma alternativa viável, traz benefícios para a agricultura, mas tem alguns pontos que precisam ser considerados com cuidado”, ressalta Martines.
Ele aponta a necessidade de se definir o teor de nitrogênio e sódio nas doses aplicadas no solo. “Altos teores de nitrogênio no solo, na forma de nitrato, decorrentes da mineralização da fração orgânica do lodo de curtume, podem proporcionar impactos negativos, principalmente quando a mineralização não é sincronizada com a absorção pelas plantas, possibilitando sua movimentação e consequente contaminação das águas superficiais e subterrâneas”, alerta o pesquisador. “Já o sódio pode causar limitações no desenvolvimento das plantas, dispersão de argilas e até dispersão da matéria orgânica”.
Assim, as características físico-químicas desse resíduo exigem técnicas específicas de manejo, como incorporá-lo ao solo, evitando que ele fique na superfície, o que facilita perda de nitrogênio por volatilização. Além disso, a pesquisa indica que se deva aplicar o resíduo em um período mais próximo do plantio, possibilitando um melhor aproveitamento pelas plantas e diminuindo o risco de contaminação do lençol freático por lixiviação.
“Com a aplicação correta, em doses adequadas, o agricultor obtém grande economia, visto que esse manejo permite abolir os corretivos e fertilizantes nitrogenados”, afirma Martines. Para o curtume, diminuem os custos de tratamento e disposição de uma imensa quantidade desse lodo, amenizando assim o impacto ambiental. “Além disso, a incorporação da dose de 521 kg ha-1 de nitrogênio na forma de lodo proporcionou ganho de produtividade de grãos em 11% em comparação ao tratamento convencional.”
Experimento
Durante dois anos, um experimento foi instalado em Rolândia (PR) com o objetivo de avaliar a perda de nitrogênio por volatilização da amônia, as alterações microbiológicas do solo, a lixiviação de nitrogênio mineral, a produtividade da cultura do milho e o efeito residual, após a aplicação de doses crescentes do lodo de curtume no solo. As análises tiveram como parâmetro a norma P4 233 da Companhia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), que apresenta critérios para uso de lodos de curtumes em áreas agrícolas.
O foco anterior das pesquisas envolvendo curtumes era a avaliação do efeito do cromo no solo. Os estudos com lodo de curtume tiveram seu início no Rio Grande do Sul, região onde temos uma maior concentração dessa atividade. “Quando se verificou a presença do cromo, um metal pesado que pode apresentar problemas ambientais significativos, os órgãos fiscalizadores intensificaram as tentativas de minimizar o descarte no ambiente”, conta Martines. “Então os curtumes modificaram seu projeto. Hoje, boa parte dessas empresas já consegue separar o material com alto teor de cromo, liberando lodos sem ou com pouco cromo”.
De acordo com o agrônomo, o resultado da pesquisa traz novas informações sobre o manejo adequado do lodo de curtume resultando em aumento de produtividade agrícola sem causar danos ambientais. “Essas informações serão apresentadas à Cetesb, que pretende revisar a norma de aplicação que vigora desde 1999”, afirma. “Assim como ocorreu no caso do lodo de esgoto, pretendemos que a regulamentação da Cetesb seja a base para uma norma federal para o uso de lodo de curtume, uma vez que apenas os Estados de São Paulo e Rio Grande do Sul contam com normatização para uso de resíduos nesse segmento”.
A tese de doutorado Avaliação ambiental e agronômica do uso de lodo de curtume no solo foi desenvolvida por Martines no programa de pós-graduação em Solos e Nutrição de Plantas da Esalq. O trabalho teve a orientação da professora Elke Jurandy Bran Nogueira Cardoso, do Departamento de Ciência do Solo (LSO). O experimento teve financiamento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e da Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Fonte: Ecoagência Notícias Ambientais.
terça-feira, 9 de março de 2010
O que é Greenbuilding?
Criado na década de 1970 por arquitetos e ecologistas, o termo, ao pé da letra, significa "construção verde". No contexto dos ambientalistas, ser verde implica estar de bem com a natureza, não agredi-la. Trazido para a arquitetura, uma construção verde, então, é aquela projetada, construída e mantida com o mínimo consumo de água e energia, dando prioridade a materiais que não poluem o ambiente durante sua produção e não provocam danos à saúde dos usuários. Com o crescimento dos movimentos ambientalistas e a demanda da legislação e dos investidores estrangeiros, investir na qualidade e na gestão ambiental passou a ser também um bom negócio.
LEED no Brasil
Para conseguir o selo de construção sustentável é preciso seguir à risca os critérios estipulados pelo LEED, divididos em cinco grandes áreas: desenvolvimento local sustentável, uso racional da água, eficiência energética, seleção de materiais e qualidade ambiental interna. Antes, durante e depois da obra, representantes do Conselho de Greenbuilding dos Estados Unidos (USBGC) avaliam o desempenho do empreendimento, através de questionários e relatórios técnicos. Ao final, os dados são transformados em pontos num ranking, que podem ou não resultar na certificação.
Fonte: casa abril/casa e ecologia.
LEED no Brasil
Para conseguir o selo de construção sustentável é preciso seguir à risca os critérios estipulados pelo LEED, divididos em cinco grandes áreas: desenvolvimento local sustentável, uso racional da água, eficiência energética, seleção de materiais e qualidade ambiental interna. Antes, durante e depois da obra, representantes do Conselho de Greenbuilding dos Estados Unidos (USBGC) avaliam o desempenho do empreendimento, através de questionários e relatórios técnicos. Ao final, os dados são transformados em pontos num ranking, que podem ou não resultar na certificação.
Fonte: casa abril/casa e ecologia.
Bairro brasileiro vira referência internacional em sustentabilidade.
Em Palhoça (SC), está em construção um empreendimento para 30 mil pessoas credenciado por organismos de construção verde dos EUA.
O Conselho da Construção Verde dos Estados Unidos (USGBC, na sigla em inglês) criou recentemente o programa de desenvolvimento positivo para o clima. O objetivo é acompanhar projetos urbanos que comprovem estar comprometidos com a redução do volume da emissão de CO2. Em todo o planeta, foram escolhidos 16 empreendimentos que servirão de exemplo para comprovar que, com estratégias construtivas, é possível criar áreas ambientalmente sustentáveis. No Brasil, o projeto escolhido é o bairro Pedra Branca, que está em construção no município de Palhoça, em Santa Catarina.
área, com cerca de 1,7 milhão de metros quadrados, deverá abrigar uma população de 30 mil pessoas dentro de 15 anos. A âncora do empreendimento, a universidade Unisul, ganhou um terreno de 150 mil metros quadrados onde construiu seu campus. O conceito urbanístico adotado no Pedra Branca prioriza a caminhabilidade integrada com edificações sustentáveis. O bairro também conta com um sistema de drenagem de águas pluviais. A meta é otimizar a utilização dos recursos naturais e gerar a menor quantidade de resíduos possível.
Para a diretora-geral da Associação Nacional de Arquitetura Bioecológica, Silvia Manfredi, o desafio do bairro Pedra Branca será conseguir coexistir com a infraestrutura da cidade, que não prioriza a sustentabilidade. “O conceito puro de bairro sustentável propõe que ele seja totalmente autossuficiente. Por exemplo, deveria gerar a própria energia consumida, gerar alimento para a população, gerar todos os recursos que ele consome ali. O ideal, neste bairro, seria que as pessoas morassem e trabalhassem lá e que tudo o que se consumisse fosse produzido nele. Mas na prática não é isso que ocorre”, diz.
No entanto, ela elogia o projeto. “No Brasil são raras ideias como essa e quando elas surgem devem ser valorizadas. Se, na prática, o Pedra Branca conseguir tornar-se 50% sustentável já será um avanço”, afirma. O bairro em Palhoça prega que as construções utilizem materiais renováveis ou de menor impacto ambiental, com proficiência energética em termos de economia de energia elétrica e economia de água. A ANAB acompanha um desses empreendimentos. Trata-se de uma construção comercial que busca a certificação LEED.
Silvia Manfredi lembra que na China e no Japão já existem cidades sustentáveis. “Lá, além das premissas de sustentabilidade, existe a preocupação com a mobilidade urbana. O transporte público e meios alternativos, como a bicicleta, são priorizados. O carro tem pouco espaço naquelas cidades”, conta. No programa da USGBC, no entanto, os projetos que serão acompanhados, além do de Palhoça, estão em Melbourne, Austrália; Toronto, Canadá; Victoria, Canadá; Ahmedabad, Índia; Jaipur, Índia; área externa da Cidade do Panamá, Panamá; Pretória, África do Sul; Joanesburgo, África do Sul; Seul, Coreia do Sul; Estocolmo, Suécia; Londres, Reino Unido; São Francisco, EUA; e Destiny, Florida, EUA.
Fonte: Cimento Itambe
O Conselho da Construção Verde dos Estados Unidos (USGBC, na sigla em inglês) criou recentemente o programa de desenvolvimento positivo para o clima. O objetivo é acompanhar projetos urbanos que comprovem estar comprometidos com a redução do volume da emissão de CO2. Em todo o planeta, foram escolhidos 16 empreendimentos que servirão de exemplo para comprovar que, com estratégias construtivas, é possível criar áreas ambientalmente sustentáveis. No Brasil, o projeto escolhido é o bairro Pedra Branca, que está em construção no município de Palhoça, em Santa Catarina.
área, com cerca de 1,7 milhão de metros quadrados, deverá abrigar uma população de 30 mil pessoas dentro de 15 anos. A âncora do empreendimento, a universidade Unisul, ganhou um terreno de 150 mil metros quadrados onde construiu seu campus. O conceito urbanístico adotado no Pedra Branca prioriza a caminhabilidade integrada com edificações sustentáveis. O bairro também conta com um sistema de drenagem de águas pluviais. A meta é otimizar a utilização dos recursos naturais e gerar a menor quantidade de resíduos possível.
Para a diretora-geral da Associação Nacional de Arquitetura Bioecológica, Silvia Manfredi, o desafio do bairro Pedra Branca será conseguir coexistir com a infraestrutura da cidade, que não prioriza a sustentabilidade. “O conceito puro de bairro sustentável propõe que ele seja totalmente autossuficiente. Por exemplo, deveria gerar a própria energia consumida, gerar alimento para a população, gerar todos os recursos que ele consome ali. O ideal, neste bairro, seria que as pessoas morassem e trabalhassem lá e que tudo o que se consumisse fosse produzido nele. Mas na prática não é isso que ocorre”, diz.
No entanto, ela elogia o projeto. “No Brasil são raras ideias como essa e quando elas surgem devem ser valorizadas. Se, na prática, o Pedra Branca conseguir tornar-se 50% sustentável já será um avanço”, afirma. O bairro em Palhoça prega que as construções utilizem materiais renováveis ou de menor impacto ambiental, com proficiência energética em termos de economia de energia elétrica e economia de água. A ANAB acompanha um desses empreendimentos. Trata-se de uma construção comercial que busca a certificação LEED.
Silvia Manfredi lembra que na China e no Japão já existem cidades sustentáveis. “Lá, além das premissas de sustentabilidade, existe a preocupação com a mobilidade urbana. O transporte público e meios alternativos, como a bicicleta, são priorizados. O carro tem pouco espaço naquelas cidades”, conta. No programa da USGBC, no entanto, os projetos que serão acompanhados, além do de Palhoça, estão em Melbourne, Austrália; Toronto, Canadá; Victoria, Canadá; Ahmedabad, Índia; Jaipur, Índia; área externa da Cidade do Panamá, Panamá; Pretória, África do Sul; Joanesburgo, África do Sul; Seul, Coreia do Sul; Estocolmo, Suécia; Londres, Reino Unido; São Francisco, EUA; e Destiny, Florida, EUA.
Fonte: Cimento Itambe
sexta-feira, 5 de março de 2010
Inpa estuda esgoto ecológico.
Idéia é que alternativa reduza a emissão de substâncias poluentes .
Imagine o seguinte tripé: diminuir a quantidade de água suja nos igarapés da Amazônia; fazer isso a um preço 40% menor que o sistema convencional de tratamento de esgoto; e, de quebra, num tempo de implantação bem mais curto que o normal (em cerca de um mês, aproximadamente).
Pois é neste terreno que o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT) trabalha em parceria com a empresa Ecoete Tecnologia de Preservação Ambiental. A intenção é investir em pesquisas para o tratamento do esgoto doméstico e industrial, usando para isso métodos naturais e ecologicamente corretos.
A fase experimental já está em andamento há três meses. São duas estações. O experimento purifica a água de um conjunto residencial próximo ao campus V-8 do Inpa, usando o solo e as plantas. Uma das estações contém três módulos que absorvem a água contaminada.
No primeiro deles, é filtrado mais de 80% dos efluentes, em curso normal; no segundo, os 20%; e o terceiro serve para comportar o excedente, quando o nível de água aumenta. O processo também inclui várias perfurações no solo. Os buracos, de 25 centímetros de diâmetro, atingem 3 metros de profundidade.
Não é só isso. A terra também é afofada para aumentar sua permeabilidade. O passo seguinte é cobri-la com uma camada de seixo, o que facilita a aeração (processo que permite a oxidação do material orgânico, fazendo com que os microorganismos trabalhem com mais eficiência, utilizando esses nutrientes como alimento e liberando CO2). Nessas condições, a água é absorvida no solo, chegando limpa ao lençol freático.
Aqui, vale dizer, as plantas também têm o seu momento de protagonistas da história. “Além de purificar o ambiente, a planta diminui a quantidade de água infiltrada no solo. A canarana, por exemplo, precisa de nutrientes para crescer. Então, retira esses nutrientes que vêm da água pelo processo de evapotranspiração, joga água limpa em forma de vapor na atmosfera”, ressalta Luiz Antonio de Oliveira, pesquisador do Inpa e um dos coordenadores do projeto.
Além da canarana (tipo de gramínea da região amazônica com grande potencial para consumo em esgoto), a munguba (Bombacaceae e Pseudobombax) está sendo testada para o mesmo fim bem como a Matapasto (Senna obtusifolia), pela boa para a absorção de efluentes.
Fonte: EPTV.COM
Imagine o seguinte tripé: diminuir a quantidade de água suja nos igarapés da Amazônia; fazer isso a um preço 40% menor que o sistema convencional de tratamento de esgoto; e, de quebra, num tempo de implantação bem mais curto que o normal (em cerca de um mês, aproximadamente).
Pois é neste terreno que o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT) trabalha em parceria com a empresa Ecoete Tecnologia de Preservação Ambiental. A intenção é investir em pesquisas para o tratamento do esgoto doméstico e industrial, usando para isso métodos naturais e ecologicamente corretos.
A fase experimental já está em andamento há três meses. São duas estações. O experimento purifica a água de um conjunto residencial próximo ao campus V-8 do Inpa, usando o solo e as plantas. Uma das estações contém três módulos que absorvem a água contaminada.
No primeiro deles, é filtrado mais de 80% dos efluentes, em curso normal; no segundo, os 20%; e o terceiro serve para comportar o excedente, quando o nível de água aumenta. O processo também inclui várias perfurações no solo. Os buracos, de 25 centímetros de diâmetro, atingem 3 metros de profundidade.
Não é só isso. A terra também é afofada para aumentar sua permeabilidade. O passo seguinte é cobri-la com uma camada de seixo, o que facilita a aeração (processo que permite a oxidação do material orgânico, fazendo com que os microorganismos trabalhem com mais eficiência, utilizando esses nutrientes como alimento e liberando CO2). Nessas condições, a água é absorvida no solo, chegando limpa ao lençol freático.
Aqui, vale dizer, as plantas também têm o seu momento de protagonistas da história. “Além de purificar o ambiente, a planta diminui a quantidade de água infiltrada no solo. A canarana, por exemplo, precisa de nutrientes para crescer. Então, retira esses nutrientes que vêm da água pelo processo de evapotranspiração, joga água limpa em forma de vapor na atmosfera”, ressalta Luiz Antonio de Oliveira, pesquisador do Inpa e um dos coordenadores do projeto.
Além da canarana (tipo de gramínea da região amazônica com grande potencial para consumo em esgoto), a munguba (Bombacaceae e Pseudobombax) está sendo testada para o mesmo fim bem como a Matapasto (Senna obtusifolia), pela boa para a absorção de efluentes.
Fonte: EPTV.COM
segunda-feira, 1 de março de 2010
Problemas de saneamento serão discutidos no país.
problemática vai ser debatida durante o 2ª Conferência Latino Americana de
Saneamento que será realizada em Foz do Iguaçu.
A população brasileira produz aproximadamente 8 bilhões de litros de esgoto por dia. De acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) do Ministério das Cidades 5 bilhões não são tratados, ou seja, somente 36% do esgoto gerado nas cidades recebem tratamento.
O restante é despejado no meio ambiente, contaminando solo, rios, mananciais e praias. Menos da metade da população do Brasil, 49,44%, tem rede de esgoto.
O Brasil possui várias disparidades na cobertura de esgoto sanitário. Segundo dados oficiais, de um total de 27 companhias de saneamento, apenas sete são consideradas equilibradas: Sabesp (SP), Sanepar (PR), Copasa (MG), Caesb (DF), Cesan (ES), Saneatins (TO) e Embasa (BA). São Paulo possui a melhor cobertura de abastecimento de água com 98,93% e Alagoas a pior, com 86,07%.
O problema será debatido durante a 2ª Conferência Latino-americana de Saneamento, Latinosan 2010 que acontece de 14 a 18 de março em Foz do Iguaçu, Paraná.
Com o tema Universalização e sustentabilidade dos serviços de saneamento, o encontro servirá para buscar alternativas que melhorem o bem estar da população da América latina, com ênfase no combate à pobreza, prestação dos serviços de saneamento básico e gestão dos recursos naturais.
Uma destas metas é reduzir pela metade o número de pessoas sem serviços de saneamento básico até 2015. O evento contará com a presença de ministros, secretários de estado e personalidades da área científica de países da América do Sul e América Central, bem como da África, Ásia e Europa.
Segundo o representante do Ministério das Cidades, Sérgio Antônio Gonçalves, trata-se de "um evento que visa promover o compromisso e a articulação entre os países participantes, acerca das questões de saneamento e meio ambiente".
Todos os países vão assinar a “Declaração de Foz do Iguaçu” que irá estabelecer metas de saneamento básico presentes no Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM).
Fonte: Jornal A Hora online
Saneamento que será realizada em Foz do Iguaçu.
A população brasileira produz aproximadamente 8 bilhões de litros de esgoto por dia. De acordo com o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) do Ministério das Cidades 5 bilhões não são tratados, ou seja, somente 36% do esgoto gerado nas cidades recebem tratamento.
O restante é despejado no meio ambiente, contaminando solo, rios, mananciais e praias. Menos da metade da população do Brasil, 49,44%, tem rede de esgoto.
O Brasil possui várias disparidades na cobertura de esgoto sanitário. Segundo dados oficiais, de um total de 27 companhias de saneamento, apenas sete são consideradas equilibradas: Sabesp (SP), Sanepar (PR), Copasa (MG), Caesb (DF), Cesan (ES), Saneatins (TO) e Embasa (BA). São Paulo possui a melhor cobertura de abastecimento de água com 98,93% e Alagoas a pior, com 86,07%.
O problema será debatido durante a 2ª Conferência Latino-americana de Saneamento, Latinosan 2010 que acontece de 14 a 18 de março em Foz do Iguaçu, Paraná.
Com o tema Universalização e sustentabilidade dos serviços de saneamento, o encontro servirá para buscar alternativas que melhorem o bem estar da população da América latina, com ênfase no combate à pobreza, prestação dos serviços de saneamento básico e gestão dos recursos naturais.
Uma destas metas é reduzir pela metade o número de pessoas sem serviços de saneamento básico até 2015. O evento contará com a presença de ministros, secretários de estado e personalidades da área científica de países da América do Sul e América Central, bem como da África, Ásia e Europa.
Segundo o representante do Ministério das Cidades, Sérgio Antônio Gonçalves, trata-se de "um evento que visa promover o compromisso e a articulação entre os países participantes, acerca das questões de saneamento e meio ambiente".
Todos os países vão assinar a “Declaração de Foz do Iguaçu” que irá estabelecer metas de saneamento básico presentes no Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM).
Fonte: Jornal A Hora online
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