domingo, 27 de setembro de 2009

CRESCE MERCADO DE TRATAMENTO DE EFLUENTES

Com empresas de capital nacional e estrangeiro, o setor de tratamento de resíduos industriais processa um volume de 3,6 milhões de toneladas por ano, movimentando R$ 1,5 bilhão com serviços prestados a 15 mil clientes industriais.

Segundo o Sindicato Nacional das Indústrias de Equipamentos para Saneamento Básico e Ambiental (Sinesam), composto por mais de 90 empresas, o segmento registrou crescimento nas vendas de 28%, no primeiro semestre de 2008, em comparação com o mesmo período de 2007. Estudos revelam que nos próximos anos a América Latina terá investimentos em tratamento de efluentes e de água industrial da ordem de US$ 2,2 bilhões. Desse total, pouco acima da metade se voltará apenas ao mercado brasileiro, um dos principais nesse setor.

Segundo o presidente do Sinesam, Gílson Cassini Afonso, os investimentos na área de saneamento também tem acelerado o crescimento do setor. "Em 2008, obras de saneamento básico superaram R$ 10 bilhões o que já sinaliza as boas perspectivas de crescimento da indústria fornecedora para o setor de água e esgoto", diz Cassini.

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas de Tratamento de Resíduos (Abetre), o volume de resíduos industriais tratados deve atingir a marca de 8 milhões de toneladas em 2009, número superior ao dobro do volume processado em 2004. Para o presidente da Abetre, Diógenes Del Bel, o Brasil precisa adotar uma série de medidas de proteção, que estão o campo de atuação de empresas especializadas. “É uma atividade que demanda tecnologia, além de capacidade gerencial e empreendedora. E isso vem sendo implantado no Brasil por exclusiva iniciativa do setor privado”, disse Del Bel.

Destaque na indústria têxtil, Santa Catarina tem investido cada vez mais em tecnologia de ponta para a sustentabilidade desse setor. Em Brusque, principal pólo têxtil catarinense, com 290 fábricas, a Estação de Tratamento de Efluentes Industriais é a única no País que utiliza a tecnologia de poço profundo - deep shaft –, muito empregada no Japão e em países onde há necessidade de reutilização de água e também onde o tratamento é feita perto de centros urbanos. Esses resíduos chegam à estação, onde são tratados com um reator anaeróbico de 4 metros de diâmetro por 60 metros de profundidade, alimentado por ar comprimido garantindo a eficiência no tratamento biológico.

De acordo com o presidente da Riovivo Ambiental, empresa que administra a ETE de Brusque, Ceciliano Ennes, a inovação tecnológica é essencial para a preservação do meio ambiente. Recentemente, foram investidos mais de R$ 1,5 milhão em tecnologia na ETE para dar início a três importantes processos: automação, cobertura dos tanques e a secagem do resíduo sólido resultante do tratamento. “Todos os investimentos e inovação são voltados para otimizar a preservação do meio ambiente da nossa região”, afirma Ennes.

Água Online

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