sexta-feira, 5 de março de 2010

Inpa estuda esgoto ecológico.

Idéia é que alternativa reduza a emissão de substâncias poluentes .

Imagine o seguinte tripé: diminuir a quantidade de água suja nos igarapés da Amazônia; fazer isso a um preço 40% menor que o sistema convencional de tratamento de esgoto; e, de quebra, num tempo de implantação bem mais curto que o normal (em cerca de um mês, aproximadamente).


Pois é neste terreno que o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT) trabalha em parceria com a empresa Ecoete Tecnologia de Preservação Ambiental. A intenção é investir em pesquisas para o tratamento do esgoto doméstico e industrial, usando para isso métodos naturais e ecologicamente corretos.


A fase experimental já está em andamento há três meses. São duas estações. O experimento purifica a água de um conjunto residencial próximo ao campus V-8 do Inpa, usando o solo e as plantas. Uma das estações contém três módulos que absorvem a água contaminada.


No primeiro deles, é filtrado mais de 80% dos efluentes, em curso normal; no segundo, os 20%; e o terceiro serve para comportar o excedente, quando o nível de água aumenta. O processo também inclui várias perfurações no solo. Os buracos, de 25 centímetros de diâmetro, atingem 3 metros de profundidade.


Não é só isso. A terra também é afofada para aumentar sua permeabilidade. O passo seguinte é cobri-la com uma camada de seixo, o que facilita a aeração (processo que permite a oxidação do material orgânico, fazendo com que os microorganismos trabalhem com mais eficiência, utilizando esses nutrientes como alimento e liberando CO2). Nessas condições, a água é absorvida no solo, chegando limpa ao lençol freático.


Aqui, vale dizer, as plantas também têm o seu momento de protagonistas da história. “Além de purificar o ambiente, a planta diminui a quantidade de água infiltrada no solo. A canarana, por exemplo, precisa de nutrientes para crescer. Então, retira esses nutrientes que vêm da água pelo processo de evapotranspiração, joga água limpa em forma de vapor na atmosfera”, ressalta Luiz Antonio de Oliveira, pesquisador do Inpa e um dos coordenadores do projeto.


Além da canarana (tipo de gramínea da região amazônica com grande potencial para consumo em esgoto), a munguba (Bombacaceae e Pseudobombax) está sendo testada para o mesmo fim bem como a Matapasto (Senna obtusifolia), pela boa para a absorção de efluentes.

Fonte: EPTV.COM

2 comentários:

franzinha disse...

o que se estuda em saneamento anbiental? preciso saber pois quero me inscrever neste curso que me interessou muito... aqui está meu e-mail: france-doida@hotmail.com

hdb interior design disse...
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