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sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Fossas sépticas

Nos locais não servidos por rede coletora pública de esgotos, os esgotos das residências e demais edificações aí existentes, deverão ser lançados em um sistema de fossa séptica e unidades de disposição final de efluentes líquidos no solo, dimensionados e operados conforme normas NBR 7229 e NBR 13969.

Fossa séptica é um dispositivo de tratamento de esgotos destinado a receber a contribuição de um ou mais domicílios e com capacidade de dar aos esgotos um grau de tratamento compatível com a sua simplicidade e custo.

Como os demais sistemas de tratamento, deverá dar condições aos seus efluentes de:

- Impedir perigo de poluição de mananciais destinados ao abastecimento domiciliário;

- Impedir alteração das condições de vida aquática nas águas receptaras;

- Não prejudicar as condições de balneabilidade de praias e outros locais de recreio e esporte; e

- Impedir perigo de poluição de águas subterrâneas, de águas localizadas (lagos ou lagoas), de cursos d'água que atravessem núcleos de população, ou de águas utilizadas na dessedentação de rebanhos e na horticultura, além dos limites permissíveis, a critério do órgão local responsável pela Saúde Pública.

Fossas sépticas são câmaras convenientemente construídas para reter os despejos domésticos e/ou indústrias, por um período de tempo especificamente estabelecido, de modo a permitir sedimentação dos sólidos e retenção do material graxo contido nos esgotos, transformando-os bioquimicamente,em substâncias e compostos mais simples e estáveis.

De acordo com a definição, o funcionamento das fossas sépticas pode ser explicado nas seguintes fases do desenvolvimento do processo:

- Retenção do esgoto: O esgoto é detido na fossa por um período racionalmente estabelecido, que pode variar de 24 a 12 horas, dependendo das contribuições afluentes.

- Decantação do esgoto: simultaneamente à fase anterior, processa-se uma sedimentação de 60 a 70%dos sólidos suspensos contidos nos esgotos, formando-se uma substância semiíquida denominada de lodo. Parte dos sólidos não sedimentados, formados por óleos, graxas, gorduras e outros materiais misturados com gases, emerge e é etida na superfície livre do líquido, no interior da fossa séptica, os quais são comumente denominados de escuma

- Digestão anaeróbia do lodo: Ambos, lodo e escuma, são atacados por bactérias anaeróbias, provocando destruição total ou parcial de material volátil e organismos patogênicos.

- Redução de volume do lodo: Do fenômeno anterior, digestão anaeróbia, resultam gases, líquidos e acentuada redução de volume dos sólidos retidos e digeridos, que adquirem características estáveis capazes de permitir que o efluente líquido das fossas sépticas possa ser disposto em melhores condições de segurança.

A fossa séptica é projetada de modo a receber todos os despejos domésticos (de cozinhas, lavanderias domiciliares, lavatórios, vasos sanitários, bidês, banheiros, chuveiros, mictórios, ralos de piso de compartimentos interiores,etc.),ou qualquer outro despejo, cujas características se assemelham às do esgoto doméstico. Em alguns locais é obrigatória a intercalação de um dispositivo de retenção de gordura (caixa de gordura) na canalização que conduz os despejos das cozinhas para a fossa séptica.



São também vetados os lançamentos diretos de qualquer despejo que possam, por qualquer motivo, causar condições adversas ao bom funcionamento das fossas sépticas ou que apresentem um elevado índice de contaminação por microorganismos patogênicos.

De bem com a fossa séptica

• Faça um diagrama preciso que mostre a localização do tanque e de seus tubos de acesso para saber exatamente onde se encontra a fossa no terreno.

• Evite plantas de raiz muito profunda em áreas próximas, assim como outras atividades que possam ser prejudiciais ao sistema.

• Mantenha um registro de limpezas, inspeções e outras manutenções, sempre incluindo nome, endereço e telefone dos técnicos que efetuaram os serviços.

• Faça com que a área sobre a fossa permaneça limpa, quando muito apenas com uma cobertura de grama ou relva. Raízes de árvores ou arbustos podem entupir e danificar as linhas de dreno.

• Evite que automóveis estacionem sobre a área e não deixe que equipamentos pesados sejam colocados no local.

• Não planeja nenhuma construção como piscinas e calçadas perto da fossa.

• Não verta demasiada água sobre o sistema, nem permita que a chuva consiga adentrá-lo. Quando inundada com mais água do que pode absorver, a fossa reduz sua capacidade de escoar resíduos e esgoto, aumentando o risco de os efluentes se agruparem na superfície do solo.

• Não escoe para a fossa materiais que não são biodegradáveis, tais como plásticos, fraldas e absorventes, papel higiênico e guardanapos, já que esses detritos podem encher o tanque e entupir o sistema.

• Não descarte óleos de cozinha e outras gorduras no ralo da pia, já que tais alimentos se solidificam e entopem o campo de absorção da terra.

• Não permita que tintas, óleos de motor de automóvel, pesticidas, fertilizantes e desinfetantes entrem no sistema séptico. Essas substâncias podem atravessá-lo diretamente, contaminando os terrenos em volta da fossa e matando os microrganismos que decompõem os resíduos.

• Use água fervente para desentupir ralos, em substituição a quaisquer produtos cáusticos. Além disso, faça a limpeza do banheiro e da cozinha com um detergente moderado.

Fonte: Universidade de Água

43 comentários:

Thanuci disse...

Gostaria de saber como são feitas as limpezas periódicas das fossas.
Obrigada

Fabio disse...

Procedimentos práticos para a manutenção:

- Para a limpeza do tanque séptico, escolher dias e horas em que o mesmo não recebe despejos;
- Abrir a tampa de inspeção e deixar ventilar bem. Não acender fósforo ou cigarro, pois o gás acumulado no interior do tanque séptico é explosivo;
- Levar pra o local, onde o tanque séptico está instalado, um carrinho sobre o qual está montada uma bomba diafragma, para fluídos, de diâmetro de 75 mm a 100 mm na sucção, manual ou elétrica;
- Mangote será introduzido diretamente na caixa de inspeção ou tubo de limpeza quando existir;
- lodo retirado progressivamente do tanque séptico será encaminhado para um leito de secagem ou para um carro-tanque especial que dará o destino sanitariamente adequado;
- Se o lodo do tanque séptico ficar endurecido, adicionar água e agitar com agitador apropriado;
- Deixar cerca de 10 % do lodo (ativado) para facilitar o reinicio do processo, após a limpeza;
- No fim dessa operação, fazer a higienização do local e equipamentos utilizados.

Intervalo de limpeza.

O intervalo de limpeza (dado em anos) está relacionado à taxa de acumulação de lodo digerido (k) e a temperatura ambiente, conforme tabela abaixo:


Taxa total de acumulação de lodo (K)

Intervalo entre limpezas (anos) Temp.AmbienteT<=10ªC Temp. Ambiente10ºC<=t<=20ºC Temp. Ambientet>=20ºC
1 94 65 57
2 134 105 97
3 174 145 137
4 214 185 177
5 254 225 217

A fórmula abaixo que determina o volume da fossa (NBR-7229), pode ser usada para o cálculo da taxa de acumulação de lodo digerido (K).

V = 1000 + N(CT + KLf)

Onde: V = volume útil, em litros
N = número de pessoas ou unidades de contribuição
C = contribuição de esgotos, em litro/pessoa x dia ou em litro/unidade x dia
T = período de detenção, em dias
K = taxa de acumulação de lodo digerido, em dias. Equivale ao tempo de acumulação do lodo fresco
Lf = contribuição do lodo fresco, em litro/ pessoa x dia ou em litro/ unidade x dia.

David disse...

Parabéns, um local com muita informação, e bastante útil,

Joel disse...

Como todo os equipamentos, a limpeza deve ser regular de forma que o equipamento de retenção funcione, por isso depende sempre da quantidade de residuos que são acumulados nos equipamentos

David disse...

O problema de descarga de resíduos provenientes de separadores de gorduras, fossas, Etars, Eta, gorduras, resíduos gordurosos, separadores de gorduras, na zona Norte de Portugal deu mais um passo para que seja possível o tratamento desse tipo de resíduos, de uma forma legal e mais barata, já que até agora essas gorduras, lamas e águas sépticas, e outros resíduos de lamas não perigosas de outras limpezas tinham que ir para Lisboa, abriu u Centro de tratamento de resíduos pastosos e líquidos na Maia, mesmo Junto ao Porto, alem de ficar o tratamento a um custo mais acessível ás empresas de recolha de resíduos,só realiza a recepção e tratamento de residuos, veio mudar de uma forma radical, já que as gorduras também são tratadas no Norte e não necessitam ir para longe

pedro disse...

Pentanatura – Gestão Ambiental, lda

Empresa da Maia, recepção o e tratamento de resíduos, gorduras, lamas diversas, águas e outros resíduos

Zona Industrial da Maia I, Sector X, Lote 324

4475-132 Maia

e-mail: geral@pentanatura.pt

Alessandra disse...

Olá, gostaria de saber se esse tipo (fossa séptica) final de resíduos domiciliar é melhor do que as instalações de esgoto municipal.
Obrigada,

Alessandra Rodrigues
Goiânia-GO

Fabio disse...

Se o sistema de esgoto municipal for do tipo convencional (coleta,transporta e trata os resíduos), este sistema é melhor do que as fossas sépticas, caso o esgoto seja lançado diretamente no sistema de drenagem (não recomendável) as fossas serão melhores.

Anônimo disse...

Estou aí com um problema, as minhas fossas encheram e o SMAS de Viseu, quando perguntei se tinham um serviço para esvaziar, sacudiram a água do capote e mandaram-me para empresas particulares.
O problema é que este serviço sai muito caro. Além do mais andei a ler umas coisas e pelo que percebi eles até são obrigados a ter este serviço.
alguém sabe alguma coisa sobre este assunto?

raul disse...

as camaras são obrigadas a despejar as fossas

Susana disse...

Para ser realizada o aterro de uma fossa séptica. Quais são os materais de construção civil utilizados.

Obrigada
Susana

Fabio disse...

Para o aterro da fossa são usados terra e cascalho.

Manuel Alexandrino disse...

Gostaria de saber se o proprietário de uma fossa séptica forrada a tijolo e cimento, que serve uma pequena habitação em zona rural no Algarve,raramente habitada, está obrigado a proceder ao seu registo nos serviços do ambiente e bem assim a que periodicidade de limpeza está a mesma sujeita.
Note-se que, instado o serviço responsável por esta matéria, remeteu o interessado para a net! Dá para acreditar?

Avelino disse...

Se não hover recursos hídricos por perto, gostaria de saber qual a distância que se deve guardar para os vizinhos com terrenos agrícolas ao lado das eventuais fossas.
Avelino de Tarouca

bettepretty disse...

sumidor, feito só pra água, pode ser feito a que distancia da piscina, sendo que ele vai ter de 3 a 4 metros de profundidade, e 2metros quadrados de largura?

Anônimo disse...

Por favor gostaria de saber sobre a Legislação pertinente ao controle destas fossas. Obrigada!

Anônimo disse...

Gostaria de saber como faço a análise da fossa séptica?

Agradeço se puder responder

Atenciosamente
Caio

marisa disse...

Posso colocar uma piscina de 17000l sobre uma fossa? Ela está a 2 metros de profundidade, tem estrutura de concreto e tampa bem grossa. Algum risco de eu colocar essa piscina sobre essa fossa?

Fabio disse...

Marisa e os demais.

Não se deve colocar peso sobre a fossa. Aqui vai algumas dicas para que vc possa ficar de bem com a fossa. Vc pode adquirir mais informações nas NBR 7229 E 13969.

De bem com a fossa séptica

• Faça um diagrama preciso que mostre a localização do tanque e de seus tubos de acesso para saber exatamente onde se encontra a fossa no terreno.

• Evite plantas de raiz muito profunda em áreas próximas, assim como outras atividades que possam ser prejudiciais ao sistema.

• Mantenha um registro de limpezas, inspeções e outras manutenções, sempre incluindo nome, endereço e telefone dos técnicos que efetuaram os serviços.

• Faça com que a área sobre a fossa permaneça limpa, quando muito apenas com uma cobertura de grama ou relva. Raízes de árvores ou arbustos podem entupir e danificar as linhas de dreno.

• Evite que automóveis estacionem sobre a área e não deixe que equipamentos pesados sejam colocados no local.

• Não planeja nenhuma construção como piscinas e calçadas perto da fossa.

• Não verta demasiada água sobre o sistema, nem permita que a chuva consiga adentrá-lo. Quando inundada com mais água do que pode absorver, a fossa reduz sua capacidade de escoar resíduos e esgoto, aumentando o risco de os efluentes se agruparem na superfície do solo.

• Não escoe para a fossa materiais que não são biodegradáveis, tais como plásticos, fraldas e absorventes, papel higiênico e guardanapos, já que esses detritos podem encher o tanque e entupir o sistema.

• Não descarte óleos de cozinha e outras gorduras no ralo da pia, já que tais alimentos se solidificam e entopem o campo de absorção da terra.

• Não permita que tintas, óleos de motor de automóvel, pesticidas, fertilizantes e desinfetantes entrem no sistema séptico. Essas substâncias podem atravessá-lo diretamente, contaminando os terrenos em volta da fossa e matando os microrganismos que decompõem os resíduos.

• Use água fervente para desentupir ralos, em substituição a quaisquer produtos cáusticos. Além disso, faça a limpeza do banheiro e da cozinha com um detergente moderado.

Anônimo disse...

Qual é prazo ideal para realizar limpeza na fossa séptica.E de quanto tempo precisa fazer monitoriamento da fossa para verificar contaminantes possivel do solo.

Nelson disse...

Gostaria de obter uma informação..

Caso exista uma rede local de esgoto ...

Existe alguma norma ou lei que proiba a fossa séptica ?

Ou melhor ..

Existe alguma lei que obrigue a ligação com a rede de esgoto no lugar da fossa séptica ?

felipe disse...

Existe alguma lei que proiba a construção de fossa séptica na ocasião de haver rede de esgoto?

Fabio disse...

Olá Nelson e Felipe


A Lei 11445/07 no seu Art. 45 diz:

Art. 45. Ressalvadas as disposições em contrário das normas do titular, da entidade de regulação e de meio ambiente, toda edificação permanente urbana será conectada às redes públicas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário disponíveis e sujeita ao pagamento das tarifas e de outros preços públicos decorrentes da conexão e do uso desses serviços.

§ 1o Na ausência de redes públicas de saneamento básico, serão admitidas soluções individuais de abastecimento de água e de afastamento e destinação final dos esgotos sanitários, observadas as normas editadas pela entidade reguladora e pelos órgãos responsáveis pelas políticas ambiental, sanitária e de recursos hídricos.

Fabio disse...

Nelson e Felipe

Complementando:

A Lei nº 11.445/07 reintroduziu na legislação a obrigatoriedade da conexão de toda edificação permanente urbana às redes públicas de abastecimento de água e esgotamento sanitário. Mas, ao contrário da rigidez do antigo Código de Saúde, adotou uma obrigatoriedade relativa, pois ressalvou que a conexão em causa deve ser dispensada sempre que normas de natureza sanitária e ambiental disponham de modo contrário. Com efeito, o art. 45 da Lei Federal nº 11.445/07 nota (28) impôs, por motivos de ordem sanitária e de proteção ao meio ambiente, a obrigatoriedade da conexão de toda edificação permanente urbana às redes púbicas de abastecimento de água e de esgotamento sanitário disponíveis. Mas ressalvou, em atenção às mesmas razões de natureza sanitária e ambiental, que a obrigatoriedade da conexão será relevada mediante autorização emanada de disposições em contrário das normas do próprio titular do serviço, da entidade regulatória do setor ou das entidades ambientais nota (29).


Nesses casos em que o titular de prédio urbano é desobrigado de conectar as instalações hidráulicas e sanitárias às respectivas redes públicas ficam caracterizadas as hipóteses de “ação de saneamento executada por meio de soluções individuais” e de “saneamento básico de responsabilidade privada” previstas no art. 5º da mesma lei e que, de acordo com este dispositivo legal, não constituem serviço público nota (30). As ressalvas que desobrigam a conexão das instalações hidráulicas e sanitárias às redes públicas devem ter como justificativa, por conseguinte, ações apropriadas de saneamento executadas pelo titular do prédio urbano ou a existência de serviços adequados de saneamento básico também de responsabilidade privada que se conformem com as normas de natureza sanitária e ambiental pertinentes.


A propósito, as disposições normativas a que se refere o art. 45 da Lei nº 11.447/07 não discriminam necessariamente os casos em que é permitida a não conexão das instalações hidráulicas e sanitárias às respectivas redes públicas. São, ao contrário, normas gerais de natureza sanitária e ambiental em razão das quais atos administrativos singulares, como autorizações, permissões, licenças, etc. podem ser emitidos em favor de titulares de prédios urbanos, tal como, aliás, se procede no âmbito estadual, nos termos dos dois Regulamentos dos Serviços Públicos de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário do Estado do Rio de Janeiro adiante referidos.

Fonte: www.scamargo.adv.br

Anônimo disse...

Oi.

Uma pergunta: O sumidouro também enche como a fossa ou não precisa ser esvasiado nunca?

Outra pergunta: Não existe uma forma mais simples de um leigo conseguir estimar os intervalos de limpesa do tanque séptico, sem ser através destas formulas da NBR? Se não há um meio, não teria um exemplo prático para facilitar o entendimento.

Grato
Johan

Anônimo disse...

Ola parabens pelo blog !! Vc sabe se existe lei que obrigue a colocação de fossas septicas na zona rural no Brasil ou em algum estado/municipio ???Principalmente em APA e perto de corregos ????

Alexandre Liberato disse...

Enfim, diante da lei de 2007, a obrigatoriedade do uso da rede de esgoto implica o aterramento da fossa? Ou pode-se fazer a ligação à rede a partir dela.
Obrigado.

Anônimo disse...

Gostaria de saber qual é o destino correto dos residuos de fossas resultantes da limpesa destas? onde e como devem ser depositadas? qual a lei para isso? obrigada

Anônimo disse...

Oi no meu terreno tem uma fossa a mais de 8 anos que ja foi aterrada com entulio e agora percebo que onde ela estava vem aparecendo fumaça.Isso e gas?E perigoso?o que devo fazer? desde ja obrigado meuryyy@hotmail.com

Fabio disse...

Provavelmente esta fumaça seja acúmulo do gás metano proveniente de matéria orgânica da fossa desativada. “É um gás poluente, explosivo. Entre em contato com a defesa civil ou a companhia de seneamento do seu estado para uma melhor análise

Renato disse...

Fábio,

Nas industrias é comum o uso de fossas? Ou é mais viável uma ETE no local?
As fossas utilizadas nas indústrias possuem as mesmas especificações que as domiciliares?

Fabio disse...

As fossas sépticas são recipientes construídos ou instalados no local para manter durante tempo determinado os dejetos domésticos, industriais, ou comerciais, com o objetivo de sedimentar os sólidos e reter o material contido nos esgotos, para transformá-los bioquimicamente, em substâncias e compostos mais simples e menos poluentes. São utilizadas em locais desprovidos de rede pública de esgoto.


Os princípios da fossa séptica domiciliar e industrial são os mesmos o que vai mudar é o dimensionamento em relação a contribuição de cada estabelecimento. Quanto a viabilidade em se ter uma fossa ou um ETE transcrevo a resolução do CONAMA abaixo.



RESOLUÇÃO No 430, DE 13 DE MAIO DE 2011 - CONAMA



Art. 3o Os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados diretamente nos corpos receptores após o devido tratamento e desde que obedeçam às condições,padrões e exigências dispostos nesta Resolução e em outras normas aplicáveis. Ou seja, é necessária uma Estação de Tratamento de Efluentes nas indústrias.

Existem ETE's industriais compactas.

Anônimo disse...

Qual a distacia minima que deve ter uma fossa septica de uma horta,qual o risco de contaminação destas plantas???

cleverson disse...

Tudo bem Fábio.
Parabéns pela iniciativa, mas tenho uma dúvida. O Sabonete, shampoo, e produtos de limpeza dos vasos sanitário dificultam a bio digestão anaeróbica das fossas?

Fabio disse...

Segundo o Manual de Saneamento - FUNASA, os esgotos contendo sabões nas proporções normalmente utilizadas, de 20 mg/l a 25mg/l, não prejudicam o sistema dos tanques sépticos. Não deverá ser lançado nos tanques soluções de soda caustica. Estudos realizados demonstraram não haver qualquer evidência de que os detergentes usualmente utilizados nas redidências, nas proporções em que normalmente encontradas nos esgotos, possam ser nocivos para o funcionamento dos tanques sépticos.

Diogo disse...

Ola fabio.
Eu tenho que comprar bactérias para colocar na fossa?

Carolina disse...

Ola Fábio
A minha fossa esta vazando, o caminhão veio limpar, mas 15 dias depois já estava vazando de novo. Moro próximo a um rio, será que essa proximidade faz com que o solo não absorva mais, ou a falta das bacterias que é o problema.
Grata

Fabio disse...

O mau uso da fossa séptica produz a morte das bactérias, o que traz, como conseqüência, os transbordamentos constantes e a inviabilização do sistema. Uma fossa que transborda após um par de anos de uso, é, normalmente, uma fossa com problemas de manutenção ou dimensionamento. O caminhão trata-fossa não tem por finalidade resolver o problema. A sua função é emergencial e, se as causas não forem sanadas com uma limpeza total, uma nova cultura de higiene doméstica e a inoculação de novas bactérias, a fossa continuará transbordando com freqüência cada vez maior, até que se construa uma nova.
Uma solução definitiva do problema vem acompanhada de uma radical mudança de hábitos. O uso constante de desinfetantes contendo bactericidas é o maior inimigo do seu bom funcionamento. A cada descarga de cloro e desinfetantes do tipo “Pinho Sol”, elimina-se, temporariamente, a vida dos “degradadores” existentes nos efluentes. Se as descargas forem constantes destrói-se, permanentemente, o ecossistema bacteriano, inibindo, assim, qualquer possibilidade de um processo de degradação orgânica. Uma medida importante, neste caso, é a redução quase total do uso destes produtos na higienização da casa.
Há várias razões para as fossas sépticas não funcionarem convenientemente:
Um defeito estrutural na fossa.
Poços de infiltração inadequados, por vezes levando a uma ligação direta da fossa a uma vala ou canal adjacente.
Não ter sido dada uma atenção suficiente à profundidade e comprimento dos poços de infiltração na fase inicial da construção.
Terrenos de drenagem pobre, ex. argila ou subsolo compacto.
Um lençol freático elevado e variável.
Tamanho inadequado do terreno para a drenagem da fossa séptica.
Aumento da necessidade de uso de água, ex. pelos electrodomésticos como as máquinas de lavar.
Uso excessivo de desinfetantes, detergentes e materiais de limpeza. Devem ser usados produtos biodegradáveis sempre que possível. Pode ser necessário adicionar bactérias especiais à sua fossa.
Manutenção inadequada.
Esvaziamento pouco frequente, recomenda-se que as fossas sejam esvaziadas uma vez por ano.
Poços de infiltração bloqueados com resíduos de detergente ou gordura.
Incapacidade do solo de absorver mais efluente.

Fonte:Manual de tratamento de fossas sépticas /Ecofossa

Anônimo disse...

É preciso limpar a primeira caixa também, onde está o material mais bruto? Onde está a norma que diz isso?

Fabio disse...

Verifique as normas NBR 7229 e NBR 13969

Anônimo disse...

No município que não possui esgotamento sanitário pode construir loteamento com fossa séptica. Existe alguma lei que me dê esse embasamento.

Tina disse...

No município que não possui esgotamento sanitário pode construir loteamento com fossa séptica. E qual legislação me dá embasamento?

Fabio disse...

Decreto 7217/2010 estabelece normas para execução da Lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007.

Art. 9°

§ 1o Na ausência de rede pública de esgotamento sanitário serão admitidas soluções individuais, observadas as normas editadas pela entidade reguladora e pelos órgãos responsáveis pelas políticas ambientais, de saúde e de recursos hídricos.

Veja o Decreto 7217/10 por completo aqui no blog Saneamento Ambiental