segunda-feira, 20 de julho de 2009

Lixo também é fonte de lucros.

Estudo feito pela Chesf mostra o quanto os municípios podem se beneficiar transformando o que a população joga fora, diariamente, em energia


Um projeto de pesquisa mostra que o lixo pode se tornar fonte de receita para os municípios, num momento em que reina na cidade a discussão sobre a proibição do uso do lixão da Muribeca, o alto preço da coleta domiciliar e as suspeitas de superfaturamento nos valores apresentados pela empresa que está recolhendo o lixo do Recife.

O trabalho intitulado Projeto Piloto para Recuperação Energética do Biogás no Aterro da Muribeca conclui que o lixo pode se transformar em dinheiro de duas maneiras: gerando energia com a queima do metano (gerado quando se coloca lixo orgânico num determinado espaço) e com a venda de crédito de carbono.

Para se ter uma ideia, o aterro da Muribeca poderia gerar energia para abastecer 72 mil famílias de baixa renda, com um consumo médio de 100 quilowatt-hora (kWh), unidade que mede o consumo de energia.

O estudo foi desenvolvido pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) dentro do Programa de Desenvolvimento & Pesquisa (P&D) da estatal. Nele, foram gastos R$ 900 mil com a contratação de pesquisadores e implantação de um projeto piloto no aterro da Muribeca (ver matéria ao lado). “O setor elétrico precisa diversificar a matriz energética e também cuidar do meio ambiente. Fizemos um estudo de prospecção, mas no futuro isso pode ser uma tendência”, afirmou o coordenador de P&D da Chesf, Adelson Ferraz, que também é adjunto de Dilton da Conti, presidente da estatal.

Ferraz sugere que, no futuro, várias empresas da área de energia poderiam se juntar e gerar energia usando o lixo para diminuir o impacto desse material no meio ambiente.

“O potencial de aquecimento do gás metano é 20 vezes superior ao gás carbônico”, disse o engenheiro da divisão de projetos de fontes alternativos de geração da Chesf, Alcides Codeceira. Ambos os gases contribuem para o efeito estufa. Ao ser queimado, o metano vira energia e não vai para o meio ambiente.

O lixo orgânico enterrado num determinado local gera gás metano por um período que varia de dez a 12 anos. Alguns países desenvolvidos, como a Alemanha, transformam quase todo o seu lixo orgânico em energia.

No Brasil, já existem algumas experiências. Ferraz cita como exemplo o aterro Bandeirantes, de São Paulo, que “gera energia para uma população de 400 mil pessoas”. Esse aterro também gerou outra receita com o lixo orgânico depositado nas suas dependências e chegou a planejar a venda de 1 milhão de toneladas de créditos de carbono, negócio que em 2006 foi estimado em 24 milhões (cerca de R$ 65 milhões a preço de hoje).

A venda do crédito de carbono pode ser feita quando a empresa tem alguma iniciativa que evita que sejam jogados os gases que provocam o aquecimento global na atmosfera.

Para calcular o quanto deixa de ser emitido na atmosfera, é adotada uma tecnologia internacional com medições e auditorias que comprovem a quantidade estimada pela empresa vendedora dentro das regras estabelecidas no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), instrumento criado pelo Protocolo de Kyoto, o qual permite que os países em desenvolvimento comercializem esse crédito para empresas do mundo desenvolvido. No protocolo, vários países se comprometeram a diminuir as suas emissões de gases.

A geração de receita do lixo com a energia e a venda do crédito de carbono também poderiam beneficiar o cidadão, que passaria a pagar menos pelo serviço de coleta de lixo, já que o dinheiro gerado poderia pagar uma parte desse serviço.

Fonte: Portal Chesf

Um comentário:

KINHA disse...

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